Grana rebate Siraque e diz que ex-deputado foi interesseiro

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Ex-prefeito de Santo André, Carlos Grana (PT) rebateu as
críticas feitas por Vanderlei Siraque, após a desfiliação do
ex-deputado federalista do petismo.

Na opinião do ex-chefe do Executivo, Siraque colocou desejos
individuais à frente da legenda. “Ele está sendo um pouco
egoísta, pensando unicamente em seu projeto pessoal. Deveria ser
grato por aquilo que o PT fez por ele. Isso é vaidade, mas
libido sucesso para ele”, criticou.

Grana também lamentou a discussão sobre uma possível
candidatura a deputado ser trazida à tona dentro do contexto de
reconstrução do partido. “O PT acaba de concluir as eleições
internas e está enfrentando o governo de Michel Temer (PMDB),
as reformas e defendendo o Lula. E o Siraque já quer definir
candidatura?”, questionou.

Em entrevista concedida ao Diário, Siraque afirmou que abriu
mão de ser candidato a prefeito em 2012, em obséquio de Grana, e
acabou não tendo espaço na gestão petista entre 2013 e 2016.

Já na bancada de vereadores, as opiniões acabaram divididas.
Para a parlamentar Bete Siraque, a saída do marido consolidou
um processo de boicote ao ex-deputado. “Saíram com ele do
partido. O Vanderlei já vinha sendo desgastado dentro do
partido e isso culminou no pedido de desfiliação. Não foi uma
saída desejada. Muitas coisas aconteceram em várias situações
dentro do PT”, lamentou. Bete, por outro lado, defende a teoria
de que Siraque seguirá brigando pelas bandeiras no campo de
esquerda. “Ele seguirá com a classe trabalhadora, que nós
sempre defendemos porquê princípio”, completou a vereadora.

Na visão do parlamentar Willians Bezerra – mais coligado a Grana
na bancada –, a desfiliação não foi justa com o partido.
“Entendo que ele poderia ter saído pela porta da frente. No
governo Grana, o campo dele teve espaço e vejo porquê um erro a
saída dessa forma, com críticas contra integrantes do partido.
Também acho estranha a saída após o PED (Processo de Eleição
Direta), quando o próprio Siraque fez campanha e pediu votos”,
analisou.

Por sua vez, o líder da bancada de vereadores, Alemão Duarte,
acredita que a saída é proveniente na procura por espaço político.
“Se, de traje, ele não estava na lista de possíveis candidaturas
para o ano que vem, acho legítimo. Espero também que ele siga
nesse campo de esquerda”, ponderou o parlamentar, que destacou
que zero mudará em relação a Bete Siraque dentro do partido.

Para o vereador Eduardo Leite, algumas das críticas de Siraque
ao PT fazem sentido, mas ele ponderou que a militância sempre o
apoiou. “Acho que o governo Carlos Grana realmente ouviu pouco
o Siraque, mas ,por outro lado, ele teve a trajetória dele,
disputou eleições e sempre obteve base dos filiados”, pontuou.

O parlamentar Luiz Alberto desejou sorte a Siraque e afirmou
desconhecer a intenção do político de concorrer a qualquer função
em 2018.

O presidente municipal da , Zé Paulo Nogueira, lamentou a
desfiliação e destacou sua liderança. “Foram sete mandatos à
disposição do partido. E só podemos lamentar. Mas a vida segue
e em um momento porquê esse as pessoas têm recta de fazer suas
escolhas”, completou o dirigente. (Colaborou Júnior
Roble) 

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