GreenLine tentou falsificar licitação em Santo André

0
149

A operadora GreenLine Saúde foi acusada de utilizar documentos
falsos em uma licitação oportunidade pelo IPSA (Instituto de
Previdência de Santo André), em 2016.

A empresa foi eliminada do processo, que acabou selecionando a
Intermédica, do Grupo Notredame, para a prestação dos serviços
de Saúde aos servidores pelo período de um ano. O valor da
licitação foi de R$ 66,1 milhões, para o atendimento de 27 milénio
beneficiários – dentre servidores e dependentes.

A invenção da falsificação ocorreu em março do ano pretérito e
foi crédulo inquérito para investigar as responsabilidades do
caso.

Segundo a investigação, um representante mercantil apresentou
duas cartas de consonância mercantil, que traziam os laboratórios
Morada da Esperança e Laboratório de Análises Clínicas Robert
Koch porquê credenciados da rede da GreenLine.

No entanto, as duas empresas alegaram que suas assinaturas
foram falsificadas e que não fazem segmento da rede de clínicas da
operadora.

O Ministério Público relatou em sua investigação que, além da
falsificação, a GreenLine também ofereceu um projecto de saúde que
não estava registrado na ANS (Agência Vernáculo de Saúde
Suplementar).

Em seu despacho, o promotor Marcelo Santos Nunes, por outro
lado, decidiu pelo arquivamento do inquérito, pela razão de não
ter havido qualquer prejuízo ao erário – a GreenLine não chegou
a receber verba do IPSA.

Já a investigação realizada pela Polícia Social anexou ao
processo uma confissão do representante mercantil da GreenLine,
Reginaldo Candido Ferreira, que assumiu a culpa por ter
impuro as assinaturas nos contratos.

Procurada pelo Diário, a operadora informou que “o
representante mercantil nunca fez segmento da GreenLine”. “Antes,
tratou-se de um prestador de serviços terceirizado que procurou
a empresa em virtude da referida licitação e, tão logo foram
identificadas as irregularidades apontadas pela reportagem, foi
desligado de todas as formas, sendo, inclusive, objeto de
medidas legais por segmento da GreenLine.”

A empresa afirmou ainda que preza pela lisura nas relações
comerciais. “Todas as participações da GreenLine são feitas
observando o cumprimento e obediência de todas as exigências
licitatórias, muito porquê os preceitos estipulados pela Lei de
Licitações (8.666/93)”, destacou a nota.

No término de 2016, a Prefeitura de São Caetano assinou contrato
com a GreenLine Saúde para operar o convênio médico dos
servidores do Paço e da Câmara, pelo valor de R$ 25 milhões por
um ano, para quase 14 milénio beneficiários, entre servidores,
aposentados e dependentes.

Prefeitura fará auditoria em contrato

O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), afirmou ontem
que o contrato da Intermédica, que faz segmento do Grupo
Notredame, para a prestação dos serviços de saúde aos
servidores ligados ao IPSA (Instituto de Previdência de Santo
André) passará por auditoria pelo período de 30 dias.

“Apesar de não ter qualquer relação com a atual gestão,
queremos dar totalidade transparência aos contratos e convênios que
estão em vigor. Nos chamou a atenção a sisudez do caso
relatado durante a licitação do projecto de saúde e por isso vamos
seguir de perto”, destacou o dirigente do Executivo andreense.

Na opinião de Paulo Serra, a qualidade do serviço prestado
também precisa ser analisada pela Prefeitura. “É um convênio
que afeta a vida de muitas famílias da nossa cidade. Além
dessas questões legais, já recebemos reclamações quanto à rede
oferecida, que possui poucas clínicas em Santo André. Queremos
dar mais qualidade para servir de referência em nossa gestão”,
completou o prefeito.

O governo do tucano criou no início de janeiro comissão que
analisa todos os contratos da Prefeitura. Além disso, o
pagamento de dívidas foi glacial pelo período de 90
dias. 

GreenLine tentou falsificar licitação em Santo André
Avalie esta notícia