Hospital lidera pesquisa no Brasil de remédio para diabete tipo 2

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O Núcleo de Pesquisa Clínica do Hospital e Maternidade Dr.
Christóvão da Gama, em Santo André, coordenará no País estudo
sobre o uso do medicamento Exenatida no tratamento do diabetes
Tipo 2 em crianças. O remédio já é utilizado em adultos com o
mesmo perfil da doença e é produzido por uma das maiores
indústrias farmacêuticas do mundo, com filial no Brasil, o
AstraZeneca (que nasceu da fusão da empresa sueca Astra AB com
a Zeneca Group PLC, do Reino Unificado).

“A diabete tipo 2 é a que ocorre devido a herança genética e a
obesidade, que leva a diversas alterações no organização, fazendo
com que ele reduza a ação da insulina e, depois de vários anos,
pode reduzir a produção da insulina”, explica o
endocrinologista e presidente da Associação de Diabetes do ABC,
Márcio Krakauer. O técnico é quem comandará o meio de
pesquisa clínica do hospital andreense.

“(A doença) É muito mais geral em adultos e em pessoas supra de
45 anos, obesas, sedentárias e que tenham familiares com tipo
2. É bastante incomum ainda em crianças e adolescentes, porém,
com a obesidade, isso realmente está aumentando e preocupando”,
salientou.

Murado de 15% das crianças brasileiras estão supra do peso,
segundo o IBGE (Instituto Brasílio de Geografia e
Estatística). O número é ainda mais alarmante na região
Sudeste, onde o índice chega a 38% entre os pequenos de 5 a 9
anos.

O trabalho terá início durante viagem que ocorre neste mês para
Dubai, nos Emirados Árabes, onde pesquisadores líderes de
várias partes do mundo receberão as orientações que nortearão
os estudos da Exenatida aplicada em crianças.

Em julho, segundo Krakauer, terá início a seleção de murado de
30 pacientes voluntários. “Nosso repto é encontrar essas
crianças e colocá-las em protocolo de pesquisa”, fala o médico,
afirmando que não há estimativa sobre quantas crianças teriam a
doença do tipo 2 no Grande ABC.

O estudo completo tem previsão para ser concluído entre 12 e 24
meses e, com resultado universal positivo, o laboratório pedirá
liberação dos órgãos reguladores para emissão de novidade bula para
comercialização.

Em adultos, o medicamento age introduzindo no organização um
hormônio chamado GLP, que tem ações benéficas em relação ao
metabolismo da glicose, reduzindo a diabete, diminuindo a
glicose no sangue e também ajudando a reduzir o peso. Por
injeção subcutânea, o paciente toma duas doses diárias.

Não há disponibilidade no SUS (Sistema Único de Saúde) e,
segundo o médico, o preço varia entre R$ 300 e R$ 350.

Mais informações a reverência do estudo do Núcleo de Pesquisa
Clínica do Hospital e Maternidade Dr. Christóvão da Gama podem
ser obtidas pelo telefone 4468-8183. 

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