Incêndio deixa dois mortos na Vl.Bastos

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Incêndio em uma moradia localizada na Rua Melvin Jones, na Vila
Bastos, em Santo André, deixou duas pessoas mortas na madrugada
de ontem. Daniel Ferreira, 50 anos, foi carbonizado no lugar e
Iara Valverde, 18, chegou a ser socorrida ao CHM (Meio
Hospitalar Municipal), porém não resistiu.

De consonância com o solicitador titular do 1º DP (Meio) e
responsável pelas investigações José Rosa Incerpi, as chamas
provavelmente foram causadas por cigarro aceso por Ferreira,
padrasto da jovem. “Ele sofreu um AVC (Acidente Vascular
Cerebral) e tinha mobilidade reduzida, permanecendo na segmento de
inferior da moradia. Porquê ele era fumante, o mais provável é que
tenha dormido com o cigarro aceso, o que causou as chamas”,
afirmou.

Apesar da hipótese, a Polícia Social aguarda o laudo da perícia,
que deve transpor em até 30 dias. Conforme testemunhas, Ferreira
também tinha realizado ligações elétricas clandestinas e era
alcoólatra. Ele chegou a ser visto, por volta das 22h do
domingo, completamente embriagado.

Parelha locatário de imóvel nos fundos do terreno de Ferreira há
muro de um ano afirmou à polícia que, por volta da 1h20,
escutou os gritos de Iara pedindo socorro. Os dois ressaltaram
ainda que tentaram ajudar a jovem, no entanto, a segmento de inferior
da residência já estava tomada pelo queimada. Ela tentou transpor pela
janela, mas foi impedida pela grade.

O Corpo de Bombeiros foi acionado enquanto demais vizinhos
tentavam extinguir as chamas, utilizando mangueiras e baldes com
água.

O inquilino Carlos Leite Santos, 30, afirmou que Ferreira tinha
sido asilado pela mãe de Iara há muro de um ano e que
anteriormente era morador de rua. A mulher se mudou para a
Bahia há três meses.

Santos disse que chegou a conversar com a jovem sobre a procura
de clínica (para tratar o alcoolismo). “Nós ficamos de procurar
atendimento especializado para ele. Não tinha condições de ela
(Iara) permanecer com ele, já que usava a cadeira de rodas quando
ficava muito mal e tínhamos que carregá-lo. Ele também tinha
alucinações por justificação da bebida”, disse.

A jovem, que trabalhava uma vez que atendente em uma farmácia, foi
descrita uma vez que responsável e de bom coração. “Vamos conversar
com mais vizinhos e esperar o laudo da perícia, que vai
ordenar a justificação (do acidente) com precisão”, disse o
solicitador. 

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