Indústria da região reduz ritmo de cortes pelo 2º mês seguido

0
78

As fábricas do Grande ABC reduzem, pelo segundo mês seguido, o
ritmo de demissões. Em novembro, elas fecharam 50 postos de
trabalho, volume menor do que em outubro, com 200 dispensas.

No aglomerado de 2016, o saldo está negativo em 19,3 milénio vagas,
o que dá média de 58 cortes por dia, contra 64 de janeiro a
outubro. Na comparação com os 11 meses de 2015, a velocidade de
dispensas também diminuiu, já que à época estava em 89 por dia.

Apesar da desaceleração, oriente é o 22º mês seguido em que o
saldo de ofício na indústria da região está negativo. A última
vez em que as contratações superaram as demissões foi em
janeiro do ano pretérito, com 450 vagas.

Os dados são de levantamento realizado pelo Ciesp (Meio das
Indústrias do Estado de São Paulo) junto a empresas associadas
à entidade. Dentre as sete cidades, a diretoria de Santo André
(que abrange também Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra)
foi a única que gerou 400 empregos (subida de 0,87%), o que a
colocou uma vez que o segundo melhor resultado no Estado de São Paulo,
que se deu graças às indústrias de produtos alimentícios,
produtos de metal e de borracha e material plástico.

Os números, porém, não são revérbero de otimismo. Segundo o
presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá,
Cícero Firmino, o Martinha, o número representa pequeno ajuste
devido à demanda maior de término de ano, o que exigiu readequação
de pessoal. “Isso é muito pouco perto do que esperávamos, do
que precisamos. A insegurança por segmento das empresas ainda é
grande, mesmo com a mudança de governo. É preciso que a
economia volte a crescer para estimular a geração de vagas.”

Na outra ponta, Diadema foi a que mais demitiu, 300
trabalhadores, São Bernardo, 200, e São Caetano, 20. Para o
diretor titular do Ciesp de Diadema, Donizete Duarte da Silva,
essa crise se deve ao padrão de negócios adotado há alguns
anos, e que agora vem se refletindo no ofício. “Com a
preferência montadoras por importar itens, a prisão toda sofre.
Uma pessoa empregada na montadora manteria cinco famílias de
funcionários de autopeças.”

Para Silva, não é possível manifestar que o pior já passou. “Janeiro
está aí e as empresas terão impostos e tributos a remunerar, não dá
para ser positivo. A cada dez empresas, pelo menos sete têm
dificuldades em honrar pagamentos, inclusive o 13º
salário.” 

Indústria da região reduz ritmo de cortes pelo 2º mês seguido
Avalie esta notícia