Instauração não fecha, garante reitora

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“A Fundíbuloção (Santo André) tem praticamente 60 anos (foi criada
em 1962), representa demais para todos nós. Fui formada lá. Não
quero que a escola onde estudei feche. A Fundíbuloção não vai
fechar e eu vou fazer de tudo para que isso não aconteça. A
gente vai lutar muito, vai buscar parceria onde for preciso”. A
promessa é da reitora do Meio Universitário da FSA (Fundíbuloção
Santo André), Leila Modanez, à frente da instituição de Ensino
Superior privada sem fins lucrativos há um ano e meio. Embora o
cenário ainda seja o de crise financeira crítica, a doutora em
Tecnologia Nuclear confia nos resultados de projecto de
recuperação implantado em 2016 para lastrar o orçamento e
manter as atividades.

Em visitante ao Diário na tarde de ontem, Leila e sua equipe
expuseram as ações da reitoria do meio universitário frente
ao passivo herdado das gestões passadas, o que acarretou
histórico de demorado nos salários dos funcionários. “Quando
assumimos, as dívidas somavam R$ 60 milhões, entre impostos e
débitos com quatro bancos. Conseguimos parcelar esses valores,
o que compromete nosso orçamento mensal em R$ 500 milénio. Até
agora, conseguimos remunerar um pouco em torno de R$ 23 milhões”,
destaca a pró-reitora de planejamento e administração, Verenice
Garcia Abdulmacih.

Ainda em 2016, o projecto de recuperação traçado prevê economia de
R$ 4,1 milhões por ano a partir de redução de custos com
serviços de segurança, limpeza, contratos de prestadores de
serviços, galanteio de 15% nos salários da reitoria, composta por
cinco integrantes – reitora, assessor e pró-reitores de
planejamento e administração, pós-graduação, pesquisa e
extensão e graduação –, além de eliminação de cargos, porquê os
de vice-reitor, vice-diretor e assessores, não brecha de
novas turmas em cinco graduações devido à baixa demanda e
redução do número de professores.

Sobre o quadro de colaboradores e altos salários dispensados
mensalmente, a reitora explica que já houve redução do número
de profissionais, sendo 430 atualmente (279 professores), no
entanto, os ‘supersalários’ se devem a regime idoso de projecto
de curso. “Até 2008, os funcionários recebiam aumento
salarial a cada dois anos com percentual supra do dissídio, o
chamado biênio. São muro de dez profissionais concursados ou
de curso e que não podemos desobrigar, porque significaria
gasto maior para a Fundíbuloção”, complementa Verenice.

A expectativa é a de que, até o término do ano, sejam finalizados
parcelamentos feitos para quitar o 13º salário dos
profissionais de 2016 (a primeira de nove parcelas foi efetuada
no dia 20 de abril) e para colocar em dia os vencimentos de
fevereiro, neste caso, em oito parcelas (a primeira será
repassada no próximo dia 20). Conforme a pró-reitora de
planejamento e administração, a folha salarial de março foi
paga normalmente.

Tendo em vista que toda a receita do Meio Universitário
Fundíbuloção Santo André provém hoje das mensalidades dos muro de
4.500 estudantes – número 30% menor do que em relação a 2016 –,
e a taxa média anual de inadimplência na vivenda de 13%, a
reitoria estuda novo sistema de cobrança. “Uma vez que nosso
calendário é anual, a inadimplência é baixa no começo do ano,
data das rematrículas, e cresce ao longo do ano até atingir
pico de 20%. Estamos pensando em antecipar essa negociação com
os alunos”, destaca Verenice.

A projeção é a de que a instituição de ensino alcance
equilíprimor financeiro até o término do ano. “Estamos começando a
colocar o trem no trilho”, considera Leila.

Qualidade do ensino se mantém, apesar do quadro crítico
de crise

Embora o quadro financeiro atual da FSA (Fundíbuloção Santo André)
não permita investimentos em relação a melhorias estruturais, a
crise orçamentária não impacta a qualidade do ensino ofertado,
defende a reitora Leila Modanez. A instituição mantém IGC
(Índice Universal de Cursos) 3, em graduação que vai de 1 a 5, sendo
as notas 1 e 2 insatisfatórias. A avaliação do MEC (Ministério
da Educação) leva em conta a média dos índices dos cursos de
graduação e pós em três anos de análise.

“Evidente que a nossa estrutura poderia ser mais novidade, mas a gente
não tem essa condição. Estamos pagando as contas no justo. Mas
uma coisa que precisa ser dita é que os nossos professores e
funcionários são empenhados, mesmo nesta situação de demorado de
salários. Existe relação de paixão com a Fundíbuloção”, observa
Leila.

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