Iphan entrega bens de Paranapiacaba

Iphan entrega bens de Paranapiacaba
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Crédito: Iphan

Uma típica vila inglesa, do século XIX, em breve estará de
volta, com toda a sua plenitude. Com recursos do PAC Cidades
Históricas, diversos edifícios da Vila Ferroviária de
Paranapiacaba, no município de Santo André (SP), estão sendo
restaurados, promovendo o turismo e a qualidade de vida para a
população. No próximo dia 22 de julho, o Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Vernáculo (Iphan), entrega à
comunidade quatro deles: a Mansão do Engenheiro (atual
Livraria); a Garagem das Locomotivas; as Oficinas de
Manutenção e o Almoxarifado das antigas companhias férreas.

A data marcada para a entrega coincide com o primeiro dia do
XVII Festival de Inverno de Paranapiacaba, um dos eventos
culturais mais importantes da cidade. A presidente do Iphan,
Kátia Bogéa, participa da solenidade, que terá início na
Garagem das Locomotivas, a partir das 10h, ao lado do diretor
do PAC Cidades Históricas, Robson de Almeida, da
superintendente do Iphan-SP, Maria Cristina Donadelli, e do
prefeito de Santo André, Paulo Serra, entre outras autoridades
locais.

Ao todo, as quatro obras de restauração receberam mais de R$
6,8 milhões em recursos do Governo Federalista, por meio do Iphan,
e foram executadas em parceria com a Prefeitura Municipal de
Santo André. Com as obras, a Garagem das Locomotivas poderá ser
utilizada uma vez que plataforma de embarque e desembarque do Trem
Turístico e pedestal ao turista que passa pela Vila de
Paranapiacaba. Nas Oficinas de Manutenção das antigas São Paulo
Railway Co. (SPR) e Rede Ferroviária Federalista (RFFSA) foram
implantadas áreas de oficinas, depósito, espaço para formação
de mão de obra em restauro e ainda um galpão que será utilizado
uma vez que museu vivo.

As outras duas obras já haviam sido concluídas e estão em plena
utilização desde o ano pretérito: a restauração do Almoxarifado
da Antiga SPR, agora com condições estruturais para sua
utilização uma vez que restaurante, possibilitando também um melhor
atendimento à demanda turística da região; e a restauração da
Mansão do Engenheiro, que abriga atualmente a Livraria Pública
lugar, atendendo murado de 3 milénio usuários por ano, entre alunos
das escolas municipais e demais visitantes.

O conjunto de investimentos realizados pelo Governo Federalista
atua diretamente com os bens materiais protegidos na Vila de
Paranapiacaba, que tem toda sua trajetória marcada pela relação
com a ferrovia. As intervenções visam, portanto, não só a
preservação desses bens culturais, mas sua perenidade
relacionada ao desenvolvimento da cidade, promovendo Santo
André uma vez que polo de turismo para São Paulo. Essa relação é
fundamental já que o Expresso Turístico que roda pelo lugar tem
previsão de atendimento de murado de 10 milénio passageiros por ano
e a Vila, em si, possui um fluxo anual de 200 milénio visitantes.

UMA VILA INGLESA EM SÃO PAULO
No século XIX, com o incremento da cultura cafeeira no Vale do
Paraíba, determinou-se a construção da Ferrovia Santos-Jundiaí,
a término de facilitar o escoamento da produção. Em seus periferia
surgiu, então, a Vila Ferroviária Paranapiacaba, onde se
instalaram o núcleo de controle e residência dos funcionários
da companhia inglesa de trens responsável pelo transporte de
cargas e de passageiros. A partir dela, surgiram duas
povoações: a Vila Velha e a Vila Martin Smith, sendo a primeira
resultante de uma ocupação urbana espontânea e a segunda uma vez que
resultado de um projecto urbanístico evidente e inovador para a
época, com edifícios padronizados e estrutura pré-definida.

Em 2008, a Vila Ferroviária de Paranapiacaba teve seu conjunto
urbano tombado pelo Iphan, entendido por sua grande importância
histórica e ambiental, uma vez que o registro dessa época de poderoso
influência inglesa na região. A Vila constitui um dos únicos
exemplares no Brasil de núcleo urbano planejado com uso
especializado – Vila Ferroviária. Além de estar inscrita na
Lista Indicativa a Patrimônio Mundial pela Unesco,
Paranapiacaba também é Núcleo da Suplente da Biosfera do
Cinturão Virente da Cidade de São Paulo e integra a Suplente da
Biosfera da Mata Atlântica, reconhecida pela Unesco uma vez que de
relevante valor para humanidade.

PAC CIDADES HISTÓRICAS
Pela relevância da Vila de Paranapiacaba, o PAC Cidades
Históricas prevê investimentos em outras quatro ações na
localidade, para além das já concluídas. Está em execução a
maior delas, a restauração de 242 imóveis da Vila Martin Smith,
que conta com recursos de aproximadamente R$ 30 milhões. O
Programa é uma risca exclusiva do Programa de Aceleração do
Desenvolvimento (PAC), destinada aos sítios históricos urbanos
protegidos pelo Iphan. O PAC Cidades Históricas está presente
em 44 cidades de 20 estados, totalizando R$1,6 bilhão em
investimentos em 424 ações, objetivando a recuperação e
revitalização das cidades históricas brasileiras, a restauração
dos monumentos e a promoção do patrimônio cultural, com foco no
desenvolvimento econômico e social e no suporte às cadeias
produtivas locais.

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