Literatura passada adiante

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Conhecimento e informação aprisionados de zero servem. Arte é a
mesma coisa. Tem de ser passada adiante.Tanto que na contracapa
do livro Paris 20 (Editora Córrego, 144 páginas, R$ 20, em
média), do jornalista andreense Eduardo Kaze, há um pedido:
‘Depois de ler, passe o livro pra frente: o que se retém é o
conhecimento, e zero mais!’.

Uma vez que não bastasse a ideologia, agora Kaze embarca em teoria que
vai além de pedir para que as pessoas façam sua obra circunvalar.
Batizado Livros de Rua, o projeto colocará em Santo André,
gratuitamente, uma centena de exemplares – feitos
exclusivamente para o projeto – da última obra do jornalista. A
intervenção acontece de sexta a domingo em diversos pontos da
cidade.

Kaze explica que a principal sugestão é fomentar a leitura e
também programar um projeto de marketing voltado à literatura.
“Tenho teoria de expandir o projeto Livros de Rua para outros
autores da região e municípios.”

Ele percorrerá uma série de locais e ‘cederá’ os livros
uma vez que um presente para quem os encontrar. O projecto de
distribuição passará por praças, parques e locais de grande
rotatividade de pessoas, uma vez que pontos e terminais de ônibus. Na
lista estão espaços uma vez que Cháfaceta Pignatari, Praça Rui Barbosa,
Parque Regional da Criança, Parque Celso Daniel, o Paço
andreense e a Avenida Utinga. No totalidade serão 13 locais de
distribuição, listados no site www.redatoriagonzo.com.br.

Após a leitura, Kaze sugere que o leitor dê um retorno pelo
e-mail [email protected] Segundo ele, a teoria de fabricar
um feedback se deu em razão de, “em primeiro lugar, tentar
monitorar a percepção dos leitores em relação ao projeto e, em
segundo, permitir que saibamos uma vez que foi sua extensão e
aceitação”.

Kaze explica que, levando em consideração a experiência que já
teve com os leitores das três primeiras edições de Paris 20,
que em média indicaram o livro e emprestaram para pelo menos
mais uma pessoa e, “aplicando a mesma lógica para quem o
recebeu de segunda mão, acredito que consiga atingir
aproximadamente umas 250 pessoas”.
Pensando adiante, ele quer espalhar o projeto. Acredita que com
muro de R$ 2.000 por intervenção seria possível realizar mais
edições, com outros autores, e com maior periodicidade. “Penso
em, no porvir, buscar patrocinadores para que o dispêndio de
publicação aos autores seja zero”, diz.

A OBRA
Paris 20, segundo livro da curso de Kaze – o de estreia foi
Esfinge do Cordeiro, lançado em 2012 com tiragem única de 100
cópias –, é ambientado em Santo André, lugar que, segundo ele,
“não deve zero a qualquer cidade do mundo quando falamos de
potencial narrativo”.

A obra conta de um jornalista infeliz que, após saber uma
pequena, se envolve em um homicídio. Drogas, abusos, delírios
temperam a trama. O responsável explica ainda que Paris 20 toca em
assuntos uma vez que o tino de urgência da internet, machismo e os
relacionamentos on-line.

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