Lixo é problema na Avenida dos Estados

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Nem mesmo uma placa do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento
Ambiental de Santo André), informando que jogar lixo e entulho
no sítio é transgressão sujeito à multa, impede munícipes de
descartarem lixo em espaço à extremidade de residências na profundeza do
número 11.300 da Avenida dos Estados, em Santo André.

Não se sabe o que é calçada e o que é rua. Televisores, sofá,
colchão, dezenas de bananas estragadas e entulhos dividem o
espaço com um veículo. Gatos e cachorros mortos já foram vistos
no sítio por moradores, os quais recebem com frequência visitas
de ratos e baratas.

Uma das pessoas que vive à extremidade da sujeira é a aposentada
Marli Bezerra Piauí Oliveira, 51 anos, que há 15 tem o mau
cheiro e o entulho na porta. Há seis anos, ela e o marido
compraram um carruagem que foi danificado por conta do emergência
de ratos.

A dificuldade também a obriga a manter fechadas portas e
janelas a maior secção do tempo. “Cá, tem vez que passamos
três dias com a porta fechada porque ninguém aguenta o mau
cheiro. Abrimos a porta somente para entrar e depois deixamos
tudo fechado novamente”, relata.

Para a dona de moradia Gláucia Guimarães Tintori Luna, 26, que há
seis anos vive no endereço, o lixo tem cheiro insuportável. Ao
conversar com a equipe de reportagem do Diário enquanto
esperava o transporte público, ela afirmou ser geral verificar
automóveis parando no sítio somente com o intuito de jogar o
lixo. Nos últimos dias, uma das familiares foi surpreendida.
“Minha cunhada matou um rato que apareceu na moradia dela”, conta.

“A Prefeitura vem às vezes e arruma, mas logo está do mesmo
jeito. De tanto vir cá acho que ficaram cansados, mas o
pessoal daqui também não ajuda e joga de qualquer jeito”,
completa Gláucia.

O mecânico de manutenção José Jailton Costa Roble, 29,
critica a população, que não colabora. “O povo joga aí e não
tem consciência. Por mais que você coloque uma placa dizendo
que não é permitido jogar lixo, as pessoas não têm esse
pensamento. Jogam tudo que você pensar aí”, aponta o morador,
que vive na região há 10 anos e ressalta que a situação é a
mesma desde que ele se mudou para o endereço. “É inexacto, né?
Além do acúmulo de sujeira, isso pode trazer doenças à
comunidade, com insetos (que transmitem) Zika Vírus e
Chikungunya, que afetam a população”, pontua.

Até o fechamento deste edição, a Prefeitura de Santo André não
havia se pronunciado a saudação do problema recorrente no sítio
citado pela reportagem.  

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