Médicos e Cabeleireiros União para a Prevenção ao Câncer: Especialistas de Dermatologistas realizam e também ministram Worshops por todo o país do Brasil. Alertam profissionais para sinais de melanoma.

Médicos e Cabeleireiros União para a Prevenção ao Câncer

O programa Juntos Contra o Melanoma realiza Workshops gratuitos de conscientização ministrados por Médicos Dermatologistas para para profissionais como:

  • Cabeleireiros,
  • Tatuadores e
  • Podólogos.

A iniciativa é do Grupo Brasileiro de Melanoma.

O objetivo é demonstrar os principais sinais de alerta da doença e, ao detectá-los, orientar sobre como abordar o assunto adequadamente com os clientes, sem causar pânico. Santa Catarina é o Estado que, proporcionalmente, tem a maior incidência de melanoma no Brasil. No país, são registrados mais de 5 mil novos casos e mais de 1,5 mil mortes a cada ano.

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Médicos e Cabeleireiros União para a Prevenção ao Câncer
Médicos e Cabeleireiros União para a Prevenção ao Câncer

A partir desta quinta-feira (1º), Florianópolis sedia a 13º Conferência Brasileira sobre Melanoma.

O que é Melanoma?

O melanoma é tumor maligno originário dos melanócitos (células que produzem pigmento) e ocorre em partes como pele, olhos, orelhas, trato gastrointestinal, membranas mucosas e genitais. Um dos tumores mais perigosos, o melanoma tem a capacidade de invadir qualquer órgão, criando metástases, inclusive no cérebro e coração. Portanto, é um câncer com grande letalidade. O melanoma cutâneo tem incidência bem inferior aos outros tipos de câncer de pele, mas sua incidência está aumentando no mundo inteiro. Há diversos tipos clínicos de melanoma, como o melanoma nodular, melanoma lentigioso acral, melanoma maligno disseminado e melanoma maligno lentigo.

Embora o câncer de pele seja o mais frequente no Brasil e corresponda a 25% de todos os tumores malignos registrados no país, o melanoma representa apenas 4% das neoplasias malignas do órgão, apesar de ser o mais grave. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são estimados mais de 6 mil novos casos de melanoma por ano.

Em entrevista ao Notícia na Manhã, na CBN Diário, o médico Dermatologista Luis Fernando Kopke e a cabeleireira Gizele Gi Quint explicaram a importância da visão multidisciplinar da doença e do diagnóstico precoce.

Se um amigo, um cabeleireiro, fala assim: se eu fosse você, eu ria ao médico… A ação de profissionais como cabeleireiros é importantíssima nessa prevenção primária. Não adianta você fazer diagnóstico tardio. Ah, você tinha uma pinta, de repente ela cresce, começa a sangrar… já deveria ter sido diagnóstico há muito tempo — afirmou Kopke.

Gizele atua em salão de beleza há 10 (dez) anos, e a partir de 2018 passou, após orientação técnica, a prestar atenção em sinais de alerta que levam a recomendar a ida do cliente ao especialista.

O programa Juntos Contra o Melanoma

O Juntos Contra o Melanoma surgiu para estabelecer um círculo virtuoso de combate ao melanoma, o câncer de pele mais agressivo e perigoso. A ação de conscientização é promovida Grupo Brasileiro de Melanoma, uma instituição que reúne 2 mil médicos de diferentes especialidades, em parceria com qualquer empresa ou instituição engajada na luta pelo diagnóstico precoce do câncer no Brasil.

Além da conscientização da população, há ações específicas de conscientização de nichos profissionais que podem exercer um papel muito importante na detecção precoce da doença, tais como cabeleireiros, podólogos e tatuadores. Na sua prática diária, esses profissionais observam constantemente a pele de seus clientes, inclusive áreas de difícil visualização, como couro cabeludo, costas e plantas dos pés. E, nessa situação, podem sugerir uma visita ao médico caso notem um sinal ou lesão suspeita de melanoma, desde que estejam treinados para isso.

Um gesto simples, mas que ajuda a salvar vidas, pois o melanoma tem mais de 90% de chances de cura quando descoberto e tratado em suas fases iniciais.

O grupo realizou um workshop gratuito para profissionais de estética em 31 de julho em Florianópolis.

Mais informações podem ser obtidas no site do movimento.

Sinônimos

Câncer de pele melanona

Tipos

Existem quatro tipos principais de melanoma:

O melanoma extensivo superficial é o tipo mais comum. Ele geralmente é plano e irregular, quanto ao formato e à cor, e ocorre em tons diferentes de preto e marrom. Ele pode se manifestar em qualquer idade ou região do corpo e é mais comum em pessoas de pele branca.

O melanoma nodular geralmente começa como uma área elevada de cor preta azulada ou vermelha azulada. Entretanto, alguns melanomas não apresentam cor alguma.

O melanoma lentigo maligno geralmente ocorre em idosos. Ele é mais comum em peles danificadas pelo sol na região do rosto, do pescoço e dos braços. As áreas de pele anormal geralmente são grandes, planas e têm aspecto bronzeado com áreas marrons.

O melanoma lentiginoso acral é a forma menos comum de melanoma. Ele geralmente ocorre nas palmas, solas ou embaixo das unhas e é mais comum em afro-americanos.

Causas

O melanoma ocorre quando algo dá errado nas células produtoras de melanina (melanócitos) que dão cor à pele.

Normalmente, as células da pele se desenvolvem de maneira controlada e ordenada – novas células saudáveis empurram as células mais velhas para a superfície da pele, onde morrem e, eventualmente, caem. Mas quando algumas células se desenvolvem com danos no DNA, as novas células podem começar a crescer fora de controle e, eventualmente, formar uma massa de células cancerosas.

Não está claro como exatamente os danos ao DNA das células da pele podem causar o melanoma. É provável que uma combinação de fatores ambientais e genéticos provoque o melanoma. Ainda assim, os médicos acreditam que a exposição à radiação ultravioleta (UV) do sol e de câmaras de bronzeamento é a principal causa de melanoma.

A luz UV não causa todos os melanomas, especialmente aqueles que ocorrem em lugares em seu corpo que não recebem a exposição à luz solar. Isso indica que outros fatores podem contribuir para o risco de melanoma.

Fatores de risco

  • Exposição solar

Pessoas que tomaram muito sol ao longo da vida sem proteção adequada têm um risco aumentado para melanoma. Isso porque a exposição solar desprotegida agride a pele, causando alterações celulares que podem levar ao câncer. Quanto mais queimaduras solares a pessoa sofreu durante a vida, maior é o risco de ela ter um câncer de pele.

Viver perto do equador ou em maior altitude também aumenta o risco, uma vez que os raios do sol são mais diretos. Além disso, pessoas que moram em grandes altitudes estão mais expostas a radiação UV.

Idade e Sexo

O melanoma incide preferencialmente na idade adulta, a partir da quinta década de vida, uma vez que quanto mais avançada a idade maior é o tempo de exposição solar daquela pele. Também é um câncer que atinge homens com mais frequência do que mulheres.

Características da Pele

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Características da Pele

Pessoas com a pele, cabelos e olhos claros têm mais chances de sofrer câncer de pele
Pessoas que têm albinismo ou sardas pelo corpo
Uma pele que sempre se queima e nunca bronzeia quando exposta ao sol também corre mais risco
Aqueles que têm muitos nevos (pintas) espalhados pelo corpo também devem ficar atentos a qualquer mudança, como aparecimento de novas pintas ou alterações na cor e formato daquelas que já existem
Pessoas com pintas ou manchas de tamanhos grandes também devem ficar atentas.

Histórico Familiar

O melanoma é mais comum em pessoas que têm antecedentes familiares da doença. Nesses casos, principalmente se associado a outros fatores de risco, o rastreamento com o dermatologista deve ser mais intenso.

Histórico Pessoal

Pessoas que já tiveram um câncer de pele ou uma lesão pré-cancerosa anteriormente têm mais chances de sofrer com o melanoma. Caso a pessoa já tenha sido tratada para um determinado tipo de câncer de pele e ele retorna, o processo é chamado de recidiva.

Imunidade Enfraquecida

Pessoas com o sistema imunológico enfraquecido têm um risco aumentado de câncer de pele. Isso inclui as pessoas que têm a leucemia ou linfoma, pacientes que tomam medicamentos que suprimem o sistema imunológico, ou então aqueles que foram submetidos a transplantes de órgãos.

Fontes para Melanoma
  1. Melanoma – Harvard University
  2. FDA approves pembrolizumab for adjuvant treatment of melanoma
  3. FDA PDF

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