Mensagens de liberdade

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 Renovando a bagagem musical com canções que passam diversas mensagens sobre problemas atuais da sociedade, a banda de reggae Chimarruts se apresenta sábado no festival ABC Reggae Fest, no Clube Atlético Aramaçan, em Santo André. O show começa a partir das 22h e os ingressos custam de R$ 30 a R$ 130. Grupos como Maskavo e Planta e Raiz não ficam de fora.
Na apresentação, o grupo de Porto Alegre, formado por Rafa Machado (voz), Sander Froes (guitarra), Diego Dutra (bateria), Nê (flauta e voz de apoi), Vinícius Marques (percussão), Emerson Alemão (contrabaixo) e Rodrigo Maciel (guitarra), terá como repertório principal as canções do novo CD, A Diferença. “Vamos levar show vibrante e cheio de hits da Chimarruts e clássicos do reggae nacional e internacional”, explica o cantor.

O novo trabalho é ilustrado por dez faixas, sendo uma em inglês, One Big Family, feita em parceria com o grupo Vibes Up Strong, de James McWhinney. Para quem quiser conferir, o trabalho está disponível para audição em várias plataformas digitais.
A canção Não Rola é a que ganhou videoclipe. Gravado em Minas Gerais, conta com participação especial dos músicos Vitinho Onze Vinte, Marcelo Goya e Lukas Lima. Além disso, sua letra faz referência às diversas formas de expressão. “Ela foi composta na época dos protestos de 2013, quando jovens saíram manifestando ativamente suas opiniões. Isso foi gatilho para o tema da música, pois parou nossa cidade e queríamos mostrar o poder da liberdade de expressão verdadeira”, conta Machado, que completa: “Acreditamos que a democracia no Brasil proporcionou muita liberdade, no entanto, vivemos espécie de ‘ditadura do poder econômico’, onde quem paga mais, fala mais alto ou silencia. E a letra é crítica ao show bussiness, em que essa regra é mais aplicada”.
Em fase de divulgação do álbum, depois do show na região a banda passará por São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Além disso, os músicos pretendem lançar até 2018 um DVD e fazer nova turnê pelo País. “O reggae no Brasil nunca parou de crescer e haverá lugar por aqui devido ao público fiel que movimenta o estilo. O que falta é mais espaço em rádios e na mídia de massa”, encerra.

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