Moradores do Jardim do Estádio recebem chuva turva

0
204

Quem mora no Jardim do Estádio, em Santo André, tem tido uma
surpresa zero agradável quando abre a torneira.
Recorrentemente, o líquido que por ali sai apresenta coloração
turva, o que gera indignação e temor.

O tratante José Luiz São Marcos, de 50 anos, vive na Rua
Ampere há 10. Unicamente em janeiro começou a identificar o
problema. “Não sabemos sobre o que se trata. Se é somente a
coloração da água, se é barro ou se tem coliformes fecais nela.
O roupa é que o cheiro é muito possante, de coisa estragada mesmo”,
contou.

José relata que já fez algumas reclamações ao Semasa (Serviço
Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), mas ainda
não obteve resposta. “No início do ano vieram recolher modelo,
mas é complicado, porque é um problema que vai e volta ao longo
do dia. Na hora que eles recolherem a água, ela estava clara.
Normalmente, ela escurece no termo do dia. Percebemos nas pias,
no chuveiro e até na caixa do vaso sanitário. Já protocolei
outra reclamação e ontem mesmo eles vieram coletar novamente.
Além disso, armazenei o líquido em algumas garrafas, que eles
prometeram vir buscar.”

A morada do tratante passa por reforma. Para melhorar a
pressão, ele instalou uma válvula de retenção no sistema
hídrico da residência, o que acabou sendo a “salvação” para a
família. Isto porque, quando é necessário, o dispositivo é
acionado e assim se consegue utilizar a água limpa, disponível
na caixa d””água. Para tomar, a escolha é comprar galões.
São tapume de dois por semana para dar conta das necessidades
das quatro pessoas que moram na morada.

Para José, a situação pode ser definida uma vez que descaso por secção
dos órgãos públicos. “Não recebemos a água de graça do Semasa.
Temos que remunerar por ela e ainda tenho um gasto suplementar, já
que tenho que comprar galões e produtos para limpar, por
exemplo, as roupas que saem da máquina de lavar mais sujas do
que quando entraram”, afirmou.

Lucilena Canus, 52 anos, também enfrenta o problema com
frequência. A autônoma mora na Rua Anglicanos há 20 anos e, há
alguns meses, sente susto de usar a água que chega da rua. “Já
teve dia que tirei puro barro da torneira. Agora, para cozinha,
só uso água filtrada, que compro em galão.”

A moradora disse que já reclamou com a responsável pela medição
do consumo e que foi orientada a formalizar o insatisfação
junto ao Semasa. “Cheguei a mostrar para ela uma vez que a água saía
na pia da minha cozinha. Temos susto de contrair doenças, por
isso nem a utilizo mais”, ressaltou.

Em nota, o Semasa informou que o problema da água turva ou
vermelha tem sido analisado caso a caso, já que as reclamações
que chegam à autonomia vêm, na sua maioria, de pontos dispersos
pela cidade. “Quando a reclamação chega à autonomia, o Semasa
faz a chamada descarga da rede, o que descarta a água turva que
chega ao imóvel através da rede de provisão. Normalmente,
esta descarga já resolve o problema”, disse, em nota.

Ainda segundo a autonomia, caso, porém, o problema seja do
imóvel, uma vez que por exemplo falta de limpeza de caixa d””água ou
rede interna muito antiga, a descarga não resolve e cabe ao
usuário providenciar a solução realizando manutenções internas.
“Cabe lembrar que, ao mesmo tempo que faz a descarga da rede,
uma equipe vai até a morada do usuário coletar a água para
averiguar a potabilidade e a turbidez. Todas as análises feitas
até o momento atestaram que a água fornecida estava dentro dos
padrões que a legislação exige”, finalizou.
 

Moradores do Jardim do Estádio recebem chuva turva
Avalie esta notícia