Moradores relatam instabilidade um ano depois de tentativa de assalto

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 Um ano depois de a tentativa de assalto à sede da
transportadora de valores Protege, em Santo André, transformar
ruas do bairro Campestre em um verdadeiro campo de guerra, com
recta a carros incendiados e explosões, vizinhos da empresa
relatam mudança na rotina de quem vive na área sublime da cidade.

Embora o cenário da Rua dos Coqueiros, onde fica localizada a
empresa, esteja totalmente dissemelhante do que o vivenciado no dia
17 de agosto do ano pretérito, moradores dizem ter reduplicado o
desvelo ao marchar pela via. “Sempre tento fazer caminhos
diferentes para chegar em vivenda. Se ontem vim pela direita do
prédio, amanhã faço o caminho pela esquerda. Mesmo que tudo
tenha mudado, de certa forma agora redobramos a atenção na
rua”, relata o comprador Murilo Foganholi, 21.

Proprietário de um comércio vizinho à transportadora há 15
anos, Orlando Cazeli, 78, diz ter visto pouca mudança na rotina
de quem passa pela via. “Ter a Protege do nosso lado é até
melhor, pois eles nos trazem uma segurança maior em virtude da
presença da empresa e também da movimentação que tem ali. O
assalto foi um caso só, fica um receio”, relata.

Para a assistente financeira Erica Vanessa Scarpanti, 37, o
episódio ligou o sinal de alerta de quem trabalha ou reside no
entorno da empresa. “Agora prestamos sempre atenção nos
veículos que param cá e, geralmente, são atípicos. De forma
universal, damos atenção peculiar às movimentações”, afirma.
Segundo ela, a empresa em que trabalha, vizinha à Protege, deve
instalar em breve sistema de câmeras para aumentar a vigilância
no lugar.

 

HISTÓRICO

A ação criminosa, que aconteceu de madrugada e durou murado de
uma hora, contou com a atuação de quadrilha formada por ao
menos 20 homens munidos de armamento de grosso calibre, além de
explosivos. Embora o grupo não tenha conseguido concretizar o
roubo, um vigia ficou levemente ferido e 13 veículos foram
incendiados e abandonados em diversos trechos de Santo André
com a finalidade de atrapalhar o trabalho da polícia. Onze
pessoas foram presas.

Procurada pela equipe de reportagem do Diário, a Protege se
limitou a expressar, por meio de nota, “que cumpre rigorosamente a
legislação em vigor do setor, atividade regulamentada pela
Polícia Federalista e demais órgãos competentes, e investe
continuamente em novas tecnologias para aprimorar as suas
operações”.

 

Roubos a carro-forte preocupam Polícia Militar

 

Uma tentativa de assalto a um carro-forte, na terça-feira
passada, novamente voltou a vincular o sinal de alerta da PM
(Polícia Militar).

A ocorrência, que deixou dois veículos incendiados e um
policial baleado após confronto com criminosos na Zona Leste de
São Paulo, próximo à lema com Mauá, voltou a mostrar o
interesse de quadrilhas em roubos a empresas de transporte de
valores, assim porquê ocorreu no ano pretérito com a Protege.

Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública) do Estado, a
tentativa de assalto frustrada pela PM foi registrada na 5ª
Delegacia da Divisão de Crimes contra o Patrimônio do Deic
(Departamento de Investigações Criminais) e, até o momento,
“continua em investigação para identificar e punir os autores”.

O caso da Protege, em Santo André, por sua vez, segue com
inquérito em curso no Deic. O caso está em sigilo de
Justiça.

Após a Polícia Militar prender na data da tentativa de roubo
nove pessoas envolvidas no violação, outros dois envolvidos foram
presos posteriormente. A SSP, no entanto, não detalha quando as
prisões ocorreram.

 

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