MP apura denúncias no gabinete de Rautenberg

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O Ministério Público averigua denúncia anônima formalizada
contra o vereador andreense Roberto Rautenberg (PRB),
atualmente no segundo procuração na Câmara. A acusação aponta
série de possíveis irregularidades dentro do gabinete do
republicano, destrinchadas principalmente durante a primeira
legislatura do parlamentar, que vão desde funcionários
fantasmas – de convénio com as informações do documento, alguns
servidores nomeados por ele a cargos comissionados não
compareciam para dar expediente na Mansão – a caso de nepotismo.

Empresário do ramo de liceu[1]s e
ligado à desculpa bicho, Rautenberg foi reeleito com 7.863 votos
em 2016, mais lembrado nas urnas da cidade. A denúncia abre com
a nomeação de Simony Demétrio, citada uma vez que namorada do
republicano à época. Ela atuou entre junho de 2013 e julho de
2014 na função de assessora parlamentar, com salário de R$
2.084. Além dos laços, o texto relata que, mesmo lotada no
gabinete, Simony trabalhava todos os dias em uma das liceu[2]s do
namorado, assim uma vez que Juliana Shehady. O documento menciona que
Juliana atuou praticamente no mesmo período, com remuneração de
R$ 4.236, e também dava expediente na liceu[3].

A denúncia complementa com o nome de Gustavo Palmieri. Ele
assumiu posto de encarregado de gabinete entre dezembro de 2013 a
março de 2015, com contracheque de R$ 6.407, só que, de convénio
com o texto, não trabalhava no Legislativo. “Foi nomeado para
fazer campanha para o vereador na campanha de deputado federalista,
em 2014”, apontou. A acusação envolve ainda Arthur Martins,
assessor parlamentar, lotado de 2014 a 2015. Proprietário de
gráfica que prestou serviços para a empreitada de Rautenberg,
ele teria sido contratado para “receber pelos serviços de
impressão”, sem, no entanto, dar expediente na Mansão.

Há outros funcionários indicados no documento. O texto pede que
todos sejam chamados para prestar prova. Profissional em
Recta Público, o jurisperito Arthur Rollo afirmou que MP ou
Câmara pode instaurar ação depois de até cinco anos do término
do procuração em questão. “Seria, portanto, prazo até 2021.”
Frisou que episódios de ‘fantasmas’ rendem processos de
improbidade administrativa, que, se comprovados, geram
cassação. Sobre a namorada, ponderou que tende a ser encarado
uma vez que “ofensa à moralidade”. “Agora, caso fosse fantasma, a
situação se agrava.”

Rautenberg alegou não ter tido chegada ao texto das acusações,
mas, segundo ele, é possível prometer que são denúncias falsas
de uma pessoa que está querendo denegrir sua imagem. “Se fosse
verdadeira, não seria anônima. Todos os funcionários do
gabinete trabalham e cumprem horário diariamente”, sustentou.
Sobre a sua namorada, o republicano mencionou que eles não
estavam juntos na ocasião que Simony era lotada no gabinete.
“Inclusive, ela estava com outra pessoa e eu, solteiro,
aproveitando a vida. Nosso namoro solene foi reatado durante
as eleições de 2014, quando ela não participava mais do
Legislativo.” 

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