MP denuncia guarda-civil de Santo André por morte e ocultação

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O Ministério Público de São Paulo denunciou o GCM (Guarda Social
Municipal) de Santo André Rodrigo Gonçalves de Oliveira pela
morte e ocultação de cadáver de cinco jovens encontrados em
Mogi das Cruzes. O guarda, há 17 anos na corporação e instrutor
do Método Giraldi (tiro defensivo na preservação da vida),
confessou em novembro, que atraiu o grupo para falsa sarau em
Ribeirão Pires por meio de perfil falso no Facebook. Ele negou
o envolvimento nas mortes.

Para o promotor de Justiça Leandro Lippi, que solicitou à
Justiça que a prisão temporária de Oliveira seja convertida em
preventiva, ficou comprovado na investigação policial que o
réu agiu para atrair as vítimas com o objetivo de
executá-las. A motivação do transgressão seria a vingança pela morte
em latrocínio em setembro, do colega Rodrigo Lopes Sabino, 30.
“Fazendo investigação à margem da lei, o guarda-civil acabou
concluindo que duas pessoas do grupo de cinco que viriam a se
tornar as vítimas da chacina de Mogi estavam envolvidas com o
transgressão de Santo André. Foi a partir dessa convicção que Oliveira
passou a atuar para atrair os jovens”, disse o MP, em nota.

Para o promotor, os homicídios foram praticados de maneira
torpe, motivados por vingança e a emboscada dificultou as
chances de resguardo dos jovens, o que deve aumentar a pena dos
criminosos. Oliveira tinha afirmado que a intenção era prender
os responsáveis. “Essa versão não convenceu o Ministério
Público, já que desde início o objetivo dele era praticar os
homicídios, vestimenta que efetivamente ocorreu com o concurso de
outras pessoas não identificadas.”

O DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa)
continua investigando o caso e recolhe depoimentos. A previsão
é de que pelo menos mais dez GCMs seriam convocados. Pelo menos
cinco deles, já foram ouvidos.  

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