Tratamento de Neuromodulação para Epilepsia

Tratamento de Neuromodulação para Epilepsia
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A Epilepsia é uma condição neurológica crônica em que o paciente apresenta crises epilépticas. Essas crises são causadas por uma descarga elétrica anormal e excessiva de um grupo de neurônios.

Existem diferentes formas de crises epilépticas. A convulsão é uma delas, em que ocorrem manifestações motoras, ou seja, contrações da musculatura, devido a estímulos elétricos originados no cérebro. Essas contrações podem ser em várias regiões do corpo, ou somente em grupos musculares específicos.

Também existem as crises de ausência não convulsivas. Nestas crises, não há atividades motoras. O paciente apresenta apenas sintomas visuais, auditivos ou sensitivos. Nestes casos, a patologia está associada a alterações na região posterior cerebral.

Tratamento da epilepsia

Nas últimas semanas, o neurocirurgião Dr. Victor Barboza publicou em seu site uma matéria sobre novas técnicas cirúrgicas para o tratamento da epilepsia.

Inicialmente, o tratamento da epilepsia costuma ser farmacológico. E em 60 a 70% dos pacientes, os medicamentos são suficientes para controlar as crises. No entanto, um estudo publicado em fevereiro deste ano constatou que cerca de 30% dos pacientes com epilepsia não apresentam resultados com o tratamento medicamentoso.

Para o controle das crises nestes pacientes, pode ser necessária a realização de intervenções cirúrgicas. A cirurgia ablativa é uma das mais comuns para o tratamento desses casos de epilepsia. Neste procedimento, é realizada a remoção da região cerebral que desencadeia as crises.

Esta cirurgia apresenta resultados benéficos em 50 a 70% dos casos. Contudo, ela não é indicada para todos os pacientes. Portanto, uma parcela das pessoas com epilepsia continuavam sem possibilidade de tratamento.

O desenvolvimento das técnicas de neuromodulação está possibilitando o tratamento cirúrgico desses pacientes que não são candidatos à cirurgia de retirada do tecido cerebral doente. Além disso, elas podem beneficiar aqueles que realizaram a cirurgia e não tiveram resultados satisfatórios e os que não apresentaram resultados com o tratamento farmacológico.

Tratamentos cirúrgicos neuromodulatórios

São diversas as técnicas de neuromodulação desenvolvidas até o momento. Para o tratamento da epilepsia, o Dr. Victor Barboza nos informou que a modalidade VNS, Estimulação do nervo vago, é uma das que vem apresentando bons resultados.

O nervo vago, o maior nervo craniano, é responsável pelas funções motora e sensitiva, entre outras funções. Quando estimulado, pode promover a calma. Geralmente, os médicos na emergência fazem isso para regularizar a arritmia cardíaca.

“Durante este procedimento cirúrgico, implantamos um pequeno eletrodo na região do pescoço, conectado a um gerador no tórax. Como um marca-passo, este dispositivo é regulado para enviar estímulos através do nervo vago até o cérebro. E são estes estímulos que inibem as crises convulsivas”, diz o neurocirurgião Dr. Victor Barboza.

A estimulação do nervo vago foi aprovada em 1997 pelo FDA, para tratamento de pacientes acima de 12 anos com epilepsias parciais. Estas são as crises desencadeadas por uma porção específica do cérebro. Um estudo da Cooper Medical School of Rowan Universitys concluiu que a resposta a esta técnica neuromodulatória é melhor neste tipo de crise.

Segundo o Dr., os pacientes buscam este procedimento, pois trata-se de um método menos invasivo, já que não é necessário abrir o crânio. No entanto, ele reforça que esta intervenção cirúrgica deve ser realizada em centros especializados em cirurgia de epilepsia, contando com uma equipe qualificada e experiente.

Dessa forma, é possível alcançar uma taxa de sucesso entre 40 e 60%, com resultados significativos entre 12 a 18 meses. Na realidade, conforme o tempo passa, os resultados vão se tornando melhores.

O Dr. Victor Barboza aborda em mais detalhes este e outros procedimentos de neuromodulação em seu site. Para saber mais sobre o assunto, acesse: Tratamento Neuromodulatorio para Epilepsia

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