Nova Previdência: Mulheres Trabalhar e Contribuir por mais Tempo

Nova Previdência: Mulheres Trabalhar e Contribuir por mais Tempo: As mulheres sempre tiveram regras de aposentadoria diferente das regras que instituíam o benefício do homem.

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Aposentar Antes Da Reforma

Nova Previdência: Mulheres Trabalhar e Contribuir por mais Tempo: As mulheres sempre tiveram regras de aposentadoria diferente das regras que instituíam o benefício do homem.

Nova Previdência: Mulheres Trabalhar e Contribuir por mais Tempo

A idade mínima para ter direito a parar de trabalhar sempre foi menor para elas. E o tempo de contribuição também.

E, agora? Como fica?

Com a Reforma da Previdência 2019 ou Reforma da Previdência do Governo Bolsonaro as coisas mudaram um pouco de figura e as regras endureceram para as mulheres se aposentarem. (Luta pela igualdade, gerando resultados)

Servidoras Públicas

No caso das servidoras públicas, por exemplo, o tempo de contribuição mínimo é o mesmo que o dos homens, 25 anos. Ainda assim, as trabalhadoras devem comprovar 10 anos no serviço público e cinco anos deles no cargo atual. Já a idade mínima para elas passa a 62 anos, enquanto para eles é 65.

Para as trabalhadoras do setor privado, serão necessários 15 anos de contribuição ao INSS – Instituto Nacional do Seguro Social.

A especialista em Direito Previdenciário, e também a advogada quem acompanha de perto todas as alterações da previdência. Inclusive lutando pelo direito dos trabalhadores, no Senado federal. A presidente do IBDP – Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário, faz uma avaliação do atual senário.

Nova Previdência: Mulheres Trabalhar e Contribuir por mais Tempo
Dra Adriane Bramante

Para a professora Adriane Bramante, a Reforma da Previdência 2019 ou Reforma da Previdência do Governo Bolsonaro não levou em conta que, muitas vezes, as mulheres acabam cumprindo duas ou três jornadas por dia, com trabalho doméstico, em casa, e cuidando dos filhos.

E o que grava a situação, segundo a Especialista presidente do IBDP Adriane Bramante, é a dificuldade que a mulher enfrenta no mercado trabalho ao longo de sua vida profissional.

Mas são as pensionistas que vão sentir mais o impacto das novas regras previdenciárias.

Isto porque mais de 80% (oitenta) das pensões por morte são pagas a viúvas, mães, filhas, ex-cônjuges e irmãs.

Com a Reforma da Previdência 2019 ou Reforma da Previdência do Governo Bolsonaro, por exemplo, a viúva não vai mais receber o mesmo valor da aposentadoria a que o marido teria direito, como explica Diego Cherulli, secretário-geral do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário.

Pela regra geral, a mulher de 62 (sessenta e dois) anos que contribuir por 15 (quinze) anos ganhará 60% (sessenta) da média salarial.

Para receber a aposentadoria integral, é preciso que contribua por 35 (trinta e cinco) anos.

As trabalhadoras do campo e professoras conseguiram regras mais flexíveis, a idade mínima muda para 55 (cinquenta e cinco) anos de idade, e o tempo de contribuição para 15 (quinze) anos.

Professora da Rede Pública

Professoras de rede pública podem se aposentar com 57 (cinquenta e sete) anos e, nesse caso, receberão 60% da média dos salários, desde que tenham 15 (quinze) anos de contribuição. Existe a possibilidade de as professoras se aposentarem aos 51 (cinquenta e um) anos com um aumento de seis meses a cada ano, até alcançarem 57 (cinquenta e sete).

Já para as mulheres no regime geral que têm a partir de 57 (cinquenta e sete) anos de idade e que estariam perto de se aposentar, foi criado um pedágio de 100% do tempo que faltaria pela regra anterior.

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