Núcleo de Natação Adaptada de Santo André volta a funcionar

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Beatriz Novaes, de 9 anos, é uma das
alunas que voltou às aulas nesta terça-feira

Crédito: Ricardo Trida/PSA

Nesta terça-feira (14) as águas da piscina do Nanasa (Núcleo de
Natação Adaptada de Santo André) voltaram a se agitar. Tiveram
início as aulas para a primeira turma de alunos deste ano,
matriculados no curso que ensina natação a pessoas com
deficiência. As aulas foram interrompidas em novembro do ano
pretérito devido à falta de pagamento da empresa responsável pela
manutenção da piscina e foram retomadas após negociação feita
pela Prefeitura.

O prefeito Paulo Serra foi ao sítio para conferir o retorno das
atividades do espaço, que conta com 82 alunos matriculados. “É
um sem razão que levante espaço estivesse fechado por falta de
manutenção da piscina, provocada pelo não pagamento de um
fornecedor. Isso é pura falta de gestão. Por isso, nesses
últimos dois meses nós corremos para negociar a dívida, colocar
em dia a manutenção e contratar estagiários. De forma muito
rápida, conseguimos restabelecer esse serviço tão importante
para a cidade”, disse.  O prefeito acrescentou, ainda, que
tem perspectiva de ampliação do atendimento o mais rápido
possível.

O Nanasa é gerido pela Secretaria de Educação e tem capacidade
para atender 120 alunos. Podem participar pessoas a partir dos
3 anos, sem limite máximo de idade. Para se inscrever é
necessário ser morador de Santo André. “Já estamos chamando
novos alunos e logo estaremos funcionando na capacidade totalidade”,
afirmou o coordenador Jorge Marcos Ramos. Alunos da rede
municipal de ensino representam 70% do atendimento. Quem não se
encaixa nesse critério precisa se inscrever na lista de espera.
Os interessados são chamados conforme surgem novas vagas.
                 
                 
        

Anselmo de Souza, de 60 anos, foi um dos alunos que retornou às
aulas hoje. “Na minha opinião, a natação é melhor para mim do
que a fisioterapia tradicional”, conta. Há seis anos Souza
sofreu uma queda na escada e ficou tetraplégico.  Há um
ano freqüenta o Nanasa. “Me sinto mais disposto quando faço
natação. A água faz com que eu me sinta melhor”, acrescentou. O
período de permanência de cada aluno no Nanasa varia entre 6
meses e 2 anos.

A sensação agradável que a água proporciona para os alunos fica
estampada no rosto de Beatriz Caires Novaes, de 9 anos, que tem
problemas de coordenação motriz, segundo a mãe, Verônica Silva
Caires Novaes. “A minha filha teve uma melhora muito grande com
a natação. É uma maravilha. A piscina faz muito muito para os
movimentos dela e nos dias em que tem lição ela fica até mais
feliz e mais calma”, contou Verônica.

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