O recado do sacerdote

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Líder da Igreja Católica no Grande ABC, o sacerdote dom Pedro
Carlos Cipollini tem se transformado em uma das vozes mais
sensatas do envolvente político regional. No momento em que boa
segmento dos eleitores das sete cidades está completamente
desiludida com a atuação de seus representantes, oferecido o nível
de corrupção em todas as esferas, o religioso fez ontem
prudente e bem-vindo invitação às consciências, pedindo que,
amanhã, a população compareça em volume às urnas para ajudar a
definir os futuros prefeitos.

Ao expor que o voto é a “arma pacífica do cidadão para mudar a
atual ensejo”, dom Pedro desperta a sociedade entorpecida
pelo amontoado de denúncias contra os políticos. Em vez de se
acomodar às circunstâncias, o sacerdote conclama seus concidadãos a
martelar na guerra pela construção de sociedade mais justa
social e economicamente. Que lhe deem ouvidos.

Possuinte de repertório cultural e histórico bastante vasqueiro, incomum
inclusive entre os políticos, dom Pedro lembrou que o recta
ao voto foi conquistado a duras penas para que a sociedade
abdique dele na presença de os primeiros percalços. A advertência vem em
boa hora. Basta lembrar que no primeiro vez, de entendimento com
levantamento deste Diário, quatro em cada dez eleitores do
Grande ABC rejeitaram os candidatos no primeiro vez – optando
pelo branco, nulou ou simplesmente deixando de comparecer às
sessões eleitorais.

O desinteresse do cidadão com a política pode colapsar o
sistema democrático, o que traria consequências drásticas para
o bem-estar da comunidade. O sermão de dom Pedro auxila a
população do Grande ABC na tarefa de renovar a confiança no
poder das urnas.

Não é hora de desanimar, concita o sacerdote diocesano de Santo
André aos fiéis. Que o seu convocação extrapole os domínios da
Igreja Católica e chegue, amanhã, a cada quina das sete
cidades. Talvez não tenha sido despretensiosa e gratuitamente
que vossa excelência reverendíssima tenha escolhido a missa de
São Judas Tadeu, considerado o santo das causas impossíveis,
para expor que há esperança na política brasileira. 

O recado do sacerdote
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