Obras paralisadas adiam melhorias a espaço carente

0
105

 Conjunto de duas obras paradas na região do Jardim
Cipestres, em Santo André, tem dificultado o entrada de
moradores da área carente a serviços básicos de Educação e
drenagem. Iniciadas em 2014, as construções da Emeief (Escola
Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental) Sítio dos
Vianas e de piscinão para moderar problemas de enchentes tiveram
os trabalhos interrompidos no termo do ano pretérito. Com isso, as
melhorias acumulam 11 e sete meses, respectivamente, de delongado.

A equipe do Diário visitou o lugar na tarde de ontem e
constatou o cenário de desamparo no canteiro de obras do prédio
que irá homiziar a Emeief Sítio dos Vianas. Moradores relatam
que a estrutura, que deveria ter ficado pronta em fevereiro de
2016, ao dispêndio de R$ 10,8 milhões, está abandonada desde
dezembro.

“A gente espera o melhor para nossas famílias e para o bairro
com a construção da escola e, no fundo, o que recebemos em
troca é uma obra abandonada. Minhas irmãs poderiam estar
estudando cá, mas precisam caminhar 15 minutos a pé até o bairro
vizinho (Parque João Ramalho)”, relata a estudante Letícia de
Oliveira, 20 anos.

Segundo o Paço, a morosidade dos trabalhos deve-se a adequações
necessárias nos projetos de instalação, muito porquê no cronograma
financeiro junto à empresa responsável pela obra em questão
(Pilão Engenharia e Construção Ltda) por segmento da Prefeitura. A
expectativa da novidade gestão, comandada por Paulo Serra (PSDB), é
a de que a obra tenha o ritmo de trabalhos retomado até
fevereiro. No entanto, não há prazo para entrega da unidade,
que deve beneficiar 1.140 estudantes com idade entre 4 e 10
anos, além de 60 alunos da EJA (Educação de Jovens e Adultos).

O problema se repete na construção do quarto piscinão municipal
de Santo André, que deveria ter sido entregue em maio do ano
pretérito. O tanque de detenção, nome técnico do equipamento,
fica ao lado da Emeief, em área afetada por enchentes. No
entanto, a intervenção, que conta com investimento de R$ 12,9
milhões, obtido por meio do PAC (Programa de Aceleração do
Desenvolvimento), também encontra-se em estado de desamparo.

No canteiro de obras, tomado por vegetação subida e por entulho,
o único sinal de que trabalhos foram iniciados na área são nove
estruturas de concreto em formado de cilindro jogadas no lugar.

“Sorte a nossa que desde então não teve nenhum outro
deslizamento, mas até quanto vamos manter?”, questiona o
autônomo Pedro Cassimiro da Silva, 51.

Segundo o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de
Santo André), os trabalhos de drenagem foram interrompidos em
razão de problemas com os repasses da Caixa Econômica Federalista,
necessários para os pagamentos à empresa contratada –
Construtora Cappellano. Conforme a autonomia, as pendências já
foram solucionadas e a retomada da obra depende apena do
término de ajustes contratuais, o que obrigaçãoá ocorrer até julho.
A previsão é a de que o equipamento seja entregue no termo ano
ano.

Obras paralisadas adiam melhorias a espaço carente
Avalie esta notícia