Ocupação de prédio da Fundação Santo André coloca Enem em xeque

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Atualizada às 18h40
Desde a noite desta quinta-feira, alunos dos cursos de Humanas estão ocupando o prédio da Fafil (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras) da Fundação Santo André. O local será palco do segundo dia de provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) neste domingo e, caso não haja acordo entre estudantes e a faculdade, candidatos que farão a avaliação no edifício poderão ser prejudicados.

A reivindicação é contra o aumento de 6,5% na mensalidade no próximo ano, proibição de rematrícula de alunos inadimplentes e pagamento de salários atrasados de funcionários e professores. Cerca de 40 pessoas passaram a noite dentro do prédio e as aulas estão suspensas.
Pela manhã, uma comissão de estudantes foi chamada pela reitoria para uma conversa que durou mais de três horas, no entanto, não houve consenso. Já no final da tarde, segundo os alunos, a direção da faculdade fez uma reunião com o Conselho e afirmou que estaria inclinada a retirar o aumento de 6,5% nas mensalidades. Tal proposta será levada para assembleia entre os estudantes às 19h, que decidirá pelo fim ou não da ocupação.
Sobre a realização do Enem, os universitários garantiram que a intenção não é prejudicar os concorrentes. “A gente sabe que eles estudaram o ano todo para isso, mas, ao mesmo tempo, fazendo esse movimento estamos prezando por uma faculdade melhor que eles possam vir a cursar”, afirmou Everton Gregório, 21, do 2º ano de Geografia.
No 2º ano de Ciências Sociais, Tamires Marques, 19, afirma que desde o início do ano, os estudantes estão em contato com a reitoria por meio de ofícios, e que nenhum dos problemas foi resolvido até agora. “Ontem à noite fizemos assembleia que juntou mais de 300 pessoas e a votação pela ocupação foi unânime.” O movimento é formado principalmente pelos cursos de Ciências Sociais, História e Geografia, mas possui apoio de outras disciplinas de Humanas.
Após a assembleia, haverá um novo encontro com a reitoria. Procurada, a Fundação Santo André afirmou que só poderá se pronunciar oficialmente após os estudantes terem uma posição definida na assembleia. A reportagem também aguarda uma resposta do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) sobre um possível prejuízo aos candidatos que realizarão o Enem no prédio da Fafil.

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