Paço agenda reunião com interessados em PPP da Estação Pirelli

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A Prefeitura de Santo André promoverá dentro de dez dias o
primeiro encontro com empresas interessadas na proposta de PPP
(Parceria Público-Privada) para reabertura da Estação Pirelli
da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Na
reunião convocada pelo prefeito Paulo Serra (PSDB), a
administração andreense promete apresentar aos diretores de
grupos empresarias instalados no entorno da antiga paragem
ferroviária, desativada em 2006, o projeto funcional para
reabertura do equipamento.

Elaborado por técnicos da CPTM, o documento elenca todas as
etapas necessárias para a reforma da estação. Na tentativa de
se evitar grandes investimentos na execução da obra, o o
projeto apresenta alternativas para reaproveitar boa segmento do
vetusto terminal, antes utilizado por funcionários da Pirelli. A
estrutura “enxuta” foi uma solicitação, inclusive, da
Prefeitura de Santo André.

“Vamos nos reunir com parceiros ali do entorno para apresentar
esse projeto e, a partir daí, a gente começa a traçar essa
parceria público-privada para tirar a Estação Pirelli do
papel”, explica o prefeito Paulo Serra. A proposta do encarregado do
Executivo é dividir o investimento, estimado inicialmente entre
R$ 30 milhões a R$ 40 milhões, entre município, Estado e
empresas. “Quanto mais parceiros interessados, menor será o
dispêndio para a cidade e também para as empresas.”

Dentre os grupos empresariais que a Prefeitura de Santo André
deve apresentar a proposta estão a própria trabalhador de pneus
Pirelli, Brookfield Incorporações, a rede de hipermercados
Carrefour e a Tim.

Cogitada há pelo menos quatro anos dentro da administração
andreense, a proposta da PPP para reabertura da Estação Pirelli
retornou à tarifa em março deste ano, durante reunião entre
representantes da CPTM e do poder público.

Na ocasião, a gestão do município optou por solicitar à
companhia estadual um projeto funcional que se adequasse a
atual verdade econômica do País. A medida visava evitar
quaisquer negativas do Estado com o valor do projeto, uma vez que
ocorreu em 2013.

À época, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) chegou a prometer
a buraco de mais uma estação na Risco 10 – Turquesa.
Inicialmente, quando foi feito o anúncio, a informação dada
pelo Estado foi a de que haveria a reabertura da Estação
Pirelli. No entanto, após estudos, chegou-se à conclusão de que
o procedimento seria inviável por conta do seu valor estimado
em R$ 200 milhões. O projeto acabou sendo engavetado. “A teoria,
inicialmente, é ter somente o básico. Duas plataformas para
atender ao trajeto nos dois sentidos. Dessa forma iremos
possibilitar que usuários da Vila Luzita e da Cidade São Jorge,
por exemplo, não precisem se transmitir até o Meio”, afirma
Paulo Serra.

No entanto, segundo o encarregado do Executivo, ainda não é possível
dar prazos para efetivar o projeto. “O importante é penetrar o
diálogo com as empresas, um tanto que não tinha ocorrido
anteriormente”.

HISTÓRICO

Antes mesmo de ser desativada, a Estação Pirelli já era vista
dentro da Prefeitura de Santo André uma vez que possível manancial de
geração de renda e ofício para o município. Em 1997, o então
prefeito Celso Daniel (PT), anunciou o projeto Cidade Pirelli.

Nele, o petista previa a transformação da área no entorno da
empresa em núcleo de compras e entretenimento. Blocos
comerciais, núcleo de convenções e cinema. Até mesmo hotel e
moradia de espetáculos eram previstos. Passados 20 anos, segmento
dessas ações foi efetivada no governo Aidan Ravin (à época pelo
PTB), com exceção da tão sonhada reforma da paragem ferroviária.

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