Pais e professores se unem para reerguer natação de Sto.André

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A união entre pais e ex-atletas da natação de Santo André procura
fazer da cidade, uma vez considerada a quarta força pátrio,
novamente uma potência na modalidade. Desta maneira, moradores
do município decidiram tirar do próprio bolso para trazer um
treinador de destaque internacional a termo de ensinar tapume de
160 jovens entre 7 e 17 anos no Multíplice Esportivo Pedro
Dell’Antonia.

Com 21 anos de experiência uma vez que professor de pós-graduação,
Cezar Bolzan trouxe para Santo André a bagagem de treinador da
seleção paraguaia na Olimpíada de Londres (2012) e de gerente
técnico da natação nos Jogos Olímpicos Rio-2016, além da
participação em seis mundiais da modalidade.

“A iniciativa dos pais é sensacional, colocar tudo nas mãos de
um treinador estranho a eles é uma atitude bastante sublime e
muito elevada. Normalmente isso não ocorre”, declarou Bolzan.

Em 12 dias, ele trabalhou em todos o períodos com sua clínica
de natação. Na secção da manhã e da tarde, foram ministradas
aulas teóricas e práticas com até três horas de duração.

Além dos alunos, pais, professores e treinadores que frequentam
o Pedro Dell’Antonia foram contemplados pela clínica. Na secção
da noite, eles receberam palestras de diversos assuntos, entre
técnicas de ensino sobre o relacionamento com os
filhos-atletas.

Quem costuma dar palestras para os jovens nadadores é Roberto
Piovesan, medalha de prata no revezamento 4×100 nos Jogos
Pan-Americanos de Mar del Plata, em 1995. O desportista reformado
deu suas primeiras braçadas nas piscinas do Pedro Dell’Antonia
e passou experiência aos jovens da cidade.

“Me lembro de quando comecei no esporte. Passei por
dificuldades, nem tinha sunga para treinar, e hoje vejo essas
crianças na mesma situação que estive no começo. É muito
gratificante falar com elas”, contou Piovesan.

“A estrutura que temos hoje é muito melhor do que a que
tínhamos na minha época de nadador, mas ainda falta que a
administração municipal olhe para a natação com um pouco mais
de carinho. Hoje em dia, não temos nem uma pranchinha, que é
uma coisa muito barata”, afirmou Piovesan.

“Com trabalho sério, não tenho nenhuma dúvida que, em dois ou
três anos, Santo André voltará a ser potência na modalidade. Dá
para pensar muito grande com essa molecada, são muito
talentosos”, concluiu o ex-nadador.

O treinador Cezar Bolzan elogiou o potencial dos atletas da
cidade e o esforço de seus pais. “Eles estão amplamente
interessados nesse avanço de resultados e procura de
conhecimentos. É bastante promissor. As pessoas estão dando seu
tempo em benefício da cidade”, disse ele, classificando o
impacto dos treinamentos nos atletas uma vez que “surpreendente
positivamente”.

Embora nem todos possam remunerar pelos ensinamentos de Bolzan,
isso não é obstáculo para o aprendizagem em Santo André. Mesmo
quem não tem condição financeira pôde participar da clínica de
natação. “Cá você vê gente de todas as classes sociais, sem
discriminação”, declarou André Hanna, 39, um dos pais que
apoiam o projeto.

Foi por meio de Hanna que Bolzan conheceu o trabalho em Santo
André. Ele patrocinou a ida de sua filha Samira e da professora
Juliana de Almeida para a clínica de Bolzan, em Florianópolis.

“Em outros lugares que já viajei para dar aulas, geralmente meu
trabalho acaba por aí. Cá foi dissemelhante, encontrei muito
profissional para ser explorado. É quase uma vila olímpica”,
afirmou Bolzan, que está em conversas com o grupo de pais para
voltar mais vezes a Santo André.

Supervisora quer que alunos voltem a ter orgulho de
simbolizar a cidade

Para quem começou na natação nas piscinas do Pedro
Dell’Antonia, levar o nome da cidade novamente para o topo na
modalidade é o grande objetivo. E um dos principais nomes neste
projeto é o da professora e supervisora Juliana de Almeida.

Juliana representou a cidade de Santo André nas piscinas por 11
anos (entre 1987 e 1998), chegando a disputar finais estaduais
e até nacionais. “Tudo o que eu sou hoje devo à natação”,
explicou Juliana.

A ligação dela com as piscinas do Pedro Dell’Antonia emociona a
supervisora. “É uma grande paixão da minha vida. Essa piscina,
as pessoas cá. Dá muito orgulho de fazer secção disso”,
contou. 

Agora, Juliana quer compartilhar seu gavinha emocional com Santo
André com seus alunos. “Temos muito potencial nessa cidade, até
mais do que na época áurea, quando eu e o Piovesan éramos
atletas.”

O esforço e a dedicação dos professores estão dando resultado.
“Disputamos a Despensa São Paulo sem muitas pretensões, mas o clima
entre as crianças, os pais, e nós, professores, estava tão bom
que realmente ficamos bastante motivados e voltamos para cá com
mais de 80 medalhas e nadadores com excelentes marcas
estaduais”, contou. “Com esses números, poderíamos ser campeões
paulistas”, disse.

Pais e professores se unem para reerguer natação de Sto.André
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