Parques de Santo André estão sem manutenção

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 Opções gratuitas de lazer para famílias que optaram por
curtir o término de ano na região, os parques espalhados por Santo
André apresentam condições precárias em suas instalações. Ao
menos quatro das áreas verdes do município, que no período de
férias deveriam oferecer diversão para crianças e adolescentes,
sofrem com a falta de manutenção e tornam-se motivo de
preocupação para seus frequentadores.

Ontem, a equipe do Diário visitou as instalações dos parques
Mediano, Prefeito Celso Daniel, Juventude e Regional da Criança
e constatou a precariedade dos equipamentos. Mato sobranceiro,
estruturas danificadas e falta de manutenção e segurança foram
alguns itens diagnosticados pela equipe de reportagem e também
citados pelos frequentadores, que afirmam que os espaços de
recreação da cidade já viveram dias melhores.

“De uns meses para cá parece que ninguém mais está se
preocupando em limpar e trinchar o mato das praças e parques”,
relata o motorista Edmar de Jesus Aragão, 30 anos.

Frequentador do Parque da Juventude, uma das opções de lazer
para quem reside na região da Vila Luzita e Vila Pires, Aragão
enfrentou ontem na pele as dificuldades da falta de manutenção
na área verdejante. Ao lado do seu rebento Gabriel, 2, ele teve que
redobrar o desvelo nas instalações do parque.

“O mato está muito sobranceiro. É preciso sempre estar de olho. É
difícil, pois antes, além de o parque ter muito shows, as
pessoas conseguiam fazer, inclusive, piquenique”, relata.

Segundo funcionários do próprio parque, que optaram por não se
identificar, há pelo menos três meses a manutenção tem sido
feita em intervalos maiores. “Faz um tempo já que está desse
jeito, menosprezado”.

Um exemplo do descaso da área pode ser visto no próprio campo
de futebol do parque. Quem usa o sítio precisa driblar
vegetação que chega a profundeza de até 40 cm.

No Parque Regional da Criança, atração para quem reside no 2º
Subdistrito, as estruturas dos brinquedos preocupam usuários.
Após permanecer quase seis meses com o escorregador, em formato de
robô, fechado, desta vez pais e mães temem o transe oferecido
pela estrutura do labirinto que fica no playground do parque.

“Tem algumas paredes que já estão só no tijolo. Mas uma vez que as
crianças não fazem força nelas acabamos deixando elas
brincarem”, disse a recepcionista Ana Lucia Lacerda, 41.

O sítio, que ainda apresentava acúmulo de lixo e estruturas de
árvores caídas, também possui improvisos num dos matrimoniarões do
parque, conforme já denunciado pelo Diário em setembro.

Nos parques Celso Daniel e Mediano, ambos localizados na área
Mediano de Santo André, os problemas também se repetem. No
primeiro, a equipe de reportagem encontrou a lona do palco de
eventos da área verdejante rasgada, além de lixo espalhado por toda
a estrutura. Já no segundo, os problemas estavam presentes em
brinquedos que apresentavam ferrugem e poças de água.

Em nota, a Prefeitura de Santo André informou que a manutenção
nos parques da cidade são rotineiras. “Em alguns desses
equipamentos houve intervenções maiores, uma vez que a troca de toda a
iluminação do Parque Regional da Criança, as revitalizações dos
parques Prefeito Celso Daniel e Chárosto Pignatari e a
incorporação do espaço do macróbio núcleo da Gamboa ao Parque
Mediano.”

O Paço, no entanto, não soube especificar especificar datas de
intervenções e dispêndio hipotecado mensalmente na limpeza e
manutenção dos parques.  

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