Paulo Serra defende termo de Pasta voltada às mulheres sem prejuízos

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A reforma administrativa em trâmite pelo governo do prefeito de
Santo André, Paulo Serra (PSDB), tem gerado série de dúvidas à
população. Visando golpe de gastos públicos, a atual gestão
pretende expelir cinco secretarias – Trabalho, Direitos
Humanos, Orçamento e Planejamento, Comunicação e Política para
Mulheres. A previsão é que o projeto seja enviado à Câmara para
votação nesta quinta-feira. De modo universal, a economia aos
cofres da cidade deve rodopiar em torno de R$ 12 milhões a R$ 15
milhões no ano com golpe de cargos comissionados, além de
gratificados.

A extinção da Pasta voltada para as mulheres é a que mais gera
desconfiança e temor. Há quem diga que alguns programas podem
estar com seus dias contados, porquê o Núcleo de Referência da
Mulher Vem Maria, responsável pelo protecção daquela em
situação de violência de gênero e risco de morte. O prefeito
nega. “Não possuirá nenhum prejuízo, pelo contrário: será mais
eficiente. Políticas porquê o Vem Maria serão mantidas e
potencializadas. Entendemos que as mulheres não podem permanecer
segregadas em uma secretaria. No nosso governo, inclusive, há
50% a mais de representantes do sexo feminino no superior escalão
do que a média histórica de gestões em Santo André.”

Para Serra, a criação da Pasta na administração anterior serviu
exclusivamente para satisfazer acordos políticos. Se a reforma for
aprovada, questões ligadas ao universo feminino devem ser
encaminhadas à Secretaria da Cidadania e Assistência Social,
porquê acontecia há anos. “Alguns governos acham que dar cargos é
dar empoderamento. Já nós queremos a atuação da mulher no dia a
dia”, defendeu.

O tucano afirmou ainda que está analisando todos os programas
oferecidos hoje pelo Paço. Aos secretários, foi oferecido prazo de
90 dias para detalhamento dos projetos e seus respectivos
gastos. Possíveis melhorias serão anunciadas depois disso.

Apesar da urgência de trinchar despesas a termo de preservar a
saúde financeira do município, perito acredita que o
fechamento de um órgão público cuja função é fomentar a
formação política, cultural e profissional e as políticas de
combate a qualquer tipo de discriminação e violência não pode
ser visto porquê um ponto positivo, mas sim um retrocesso. “É um
tipo de gestão pública que se apoia em dados voltados ao
mercado e não ao bem-estar da população. Reduzir custos
encerrando políticas públicas que são resultado de um movimento
social de luta pela pundonor humana das mulheres é uma forma
de rompe com o sentido da coisa pública, com a teoria de espaço
público, democrático e cidadão. Levante espaço é resultado da luta
de décadas do movimento de mulheres que deve ser ouvido e
respeitado antes de qualquer decisão”, avalia Claudete Pagoto,
professora do curso de Ciências Sociais da Universidade
Metodista de São Paulo. 

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