Paulo Serra leva PSDB ao Paço

0
68

Ex-vereador de Santo André, Paulo Serra é o primeiro prefeito
eleito a levar o PSDB ao comando do Paço ao ocupar votação
histórica neste segundo vez do processo, alcançando 276.575
votos (78,21%) contra o atual prefeito Carlos Grana (PT), que
obteve 77.069 sufrágios (21,79%). A quantidade de adesões nas
urnas supera a do triprefeito Celso Daniel (PT, morto em 2002)
na eleição de 2000, quando o petista angariou 250.506 (70,13%),
embora o resultado tenha se oferecido na lanço inicial. O tucano
interrompeu supremacia de PT e PTB, partidos que se alternam no
poder desde 1982, em oito pleitos consecutivos na cidade.

Diante do aumento de aliados, a exemplo dos prefeituráveis
Ailton Lima (SD) e Rafael Daniel (PMDB), quarto e sétimo
colocados no pleito, respectivamente, siglas porquê PSB e DEM,
além do desgaste institucional do petismo, Paulo conseguiu
ampliar votação do primeiro para o segundo turnos em 157.035
votos, vencendo nas dez zonas eleitorais da cidade. Foram
199.506 sufrágios de diferença para Grana nesta tempo. O
petista, por sua vez, elevou seu esteio em exclusivamente 9.441.

O prefeito eleito desembarcou no Ocara Clube por volta das
19h30. Emocionado, entrou no sítio ao lado da mulher, Ana
Carolina. Teve seu nome ovacionado pelos apoiadores, que
lotavam o espaço. Muitos gritavam: “Tiramos o PT”. Foi alçado
na plateia. Havia clima de porquêção, alguns por confiar que a
campanha ficou marcada por ataques. Visível é que o tucano
conseguiu ser candidato somente na segunda tentativa. A
primeira, em 2012, foi abortada, pelo partido, o que culminou
em sua saída do tucanato. Ele retornou no ano pretérito com a
garantia de ser o candidato a prefeito. O ex-vereador rechaçou
que a cidade incorporava o ‘Cinturão Vermelho’. “Nas últimas
duas eleições (2010 e 2014), o PSDB ganhou cá. O que faltava
era esse representante do azul, por assim proferir, com essa rosto,
forma de dialogar, projeto dissemelhante. O (presidenciável) Aécio
(Neves, PSDB) teve 66%.”

Ex-secretário de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos,
Paulo admitiu surpresa com a votação, que ele atribuiu a
somatória de fatores e, ao mesmo tempo, à recuperação do
sentimento de esperança da população, “mesmo em momento
difícil, de perda da credibilidade na política”. “Não
esperávamos essa votação, a maior da história. Isso nos dá
grande responsabilidade (no governo a partir de 2017), pois as
pessoas estão depositando muita fé, expectativa”, disse, ao
determinar que o PT errou justamente por trair a confiança do
votante. “Do ponto de vista da gestão orçamentária foi
desastroso, levando a cidade a situação econômica crítica.”

O tucano reiterou entregar Santo André às pessoas,
“independentemente de partido político”. Segundo Paulo, o
procuração dos chefes de Executivo eleitos do Grande ABC, de 2017
a 2020, congregará lideranças da mesma geração, o que facilitará
na discussão de propostas regionais. “São prefeitos
relativamente novos (de 34 a 54 anos, entre os sete da região),
com visão de gestão moderna. Existe, inclusive, amizade
extrapolítica. São cabeças mais próximas, com identidade.”

TRANSIÇÃO
Paulo alegou que Grana ligou ao término da apuração para
cumprimentá-lo pelo êxito na eleição. Apesar do clima tenso
durante a empreitada, diante da conversa o tucano considerou
que o processo de transição sobrevirá de maneira harmoniosa a
partir da próxima semana. “Não só espero porquê tenho certeza que
a transição será muito tranquila e pacífica.”

Antes do voto, Grana fala em reconstrução do PT
Gerente do Executivo afirma que se arrependeu de indicar Paulo
Serra para seu primeiro escalão

Perto das 9h, o prefeito de Santo André, Carlos Grana, já
admitiu: o trabalho será para reconstruir o PT, seu partido.
Ele, porquê faz em todos os pleitos, visitou a lar dos pais, na
Vila Palmares, antes de depositar o voto, na EE Professor Rener
Caram.

Dona Zefa e de seu Amadeu prepararam variedade de bolos, café,
suco e o tão famoso pão privativo feito exclusivamente em eleições.
Estava escoltado de sua vice, Oswana Fameli (PMB), e a
ex-ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão e ex-presidente
da Caixa Econômica Federalista Miriam Belchior (PT). “Miriam, olha
essa foto cá. Tiramos há quatro anos, na última eleição”,
mostrou no celular. “Porquê o tempo passa rápido.”

“O cenário político é outro, antes estava obséquioável ao PT.
Agora a vive tempo ruim nacionalmente. Eu também mudei.
Hoje posso proferir que conheço Santo André por inteira e tenho,
sim, o sentimento de missão cumprida”, comentou Grana. “Vou me
destinar firmemente para reconstruir o PT.”

Nos seus anos de trabalho no Paço, Grana disse que se orgulha
muito, principalmente, do destaque que teve na quinta edição do
Prêmio Prefeito Camarada da Criança, promovido pela Fundíbuloção
Abrinq, neste ano. Já em questão de compunção, não pensa
duas vezes ao proferir: “Devia ter escolhido melhor os meus
secretários”, referindo-se ao que ele labareda de traição de Paulo
Serra (PSDB). O tucano foi secretário de Mobilidade Urbana,
Obras e Serviços Públicos da gestão Grana entre janeiro 2013 e
junho de 2015.

Paulo votou por volta das 12h30 na Escola Educandário Santo
Antonio, na Vila Alpina, ao lado da mulher, Ana Carolina, da
filha Maria Carolina e do vice na sua placa, vereador Luiz
Zacarias (PTB). Na saída, o tucano evitou fazer avaliação sobre
o desgaste do petismo. “Julgamento do povo é soberano. PT é o
partido que sistematizou e criou o maior escândalo de corrupção
da história da humanidade. Se eles quiserem continuar na
política de cabeça erguida e de rosto limpa eles têm que se
reinventar. Mas isso é problema do PT.” 

Paulo Serra leva PSDB ao Paço
Avalie esta notícia