Paulo Serra prevê Paço com 290 comissionados

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Diplomado ontem uma vez que prefeito de Santo André, Paulo Serra
(PSDB) adiantou que trabalhará com 290 comissionados no Paço,
quantidade 40% menor do que o quadro da atual gestão, sob o
comando de Carlos Grana (PT).

A Justiça Eleitoral também reconheceu ontem a eleição de Alemão
Duarte (PT) e de José Teixeira Mendes, o Zezão (PDT). Ambos
herdam as cadeiras dos veteranos José Montoro Fruto, o
Montorinho (PT), e José de Araújo (PSD), respectivamente, que
foram enquadrados pela Lei da Ficha Limpa e tiveram as
candidaturas impugnadas após o pleito.

O galanteio de cargos destinados a apadrinhados – atualmente são
484 – faz segmento das medidas de austeridade prometidas por Paulo
e será estabelecido por meio de decreto logo nos primeiros dias
da gestão do tucano, uma vez que já havia antecipado o Diário no dia
6. “A primeira atitude (de governo) será o enxugamento de
gastos, a serem definidos por meio de decretos. O resultado
concreto (das medidas de austeridade) ocorrerá a partir do
primeiro dia de governo. Queremos voltar a remunerar em dia os
fornecedores dentro dos 100 primeiros dias de gestão”, afirmou
o tucano, que também frisou a premência de superar o que
chamou de “deficit operacional do dia a dia da Prefeitura”,
estimado em R$ 8 milhões.

Além disso, Paulo falou que pretende sanar o montante de R$ 300
milhões de sobras a remunerar a serem deixados pela atual
administração, segundo ele. O prefeito eleito também indicou
que contingenciará o próprio Orçamento de 2017, mas argumentou
que ainda não definiu de quanto será essa margem de economia.

Em ato rápido realizado na Câmara, a diplomação formalizou
ainda vitória do vice-prefeito, o atual vereador Luiz Zacarias
(PTB), e de todos os 21 parlamentares que atuarão na próxima
legislatura (2017-2020).

Em seu oração, o juiz da 156ª Zona Eleitoral, Márcio Bonetti,
alertou os políticos eleitos para o “descrédito com a classe
política”. Entretanto, Paulo avaliou que o Brasil passa por
“perigosa crise institucional” e que o insatisfação da
população “é generalizado”, incluindo o Judiciário no rol de
rejeitados. “O descrédito não é só com a classe política, mas
com o poder público uma vez que um todo, dos três poderes. Mas eu
tenho certeza que, uma vez que a democracia brasileira está
amadurecida, vamos conseguir superar tudo isso e vai surgir
outro processo político, outro processo no Judiciário e outro
no Legislativo”, salientou, ao completar que a “transparência”
na gestão será o método para volver o descrédito dos
eleitores. Com exceção de Paulo Serra e do prefeito reeleito
Gabriel Maranhão (PSDB), de Rio Grande da Serra, os outros
cinco prefeitos eleitos tiveram votação subordinado ao número
totalidade de abstenções e votos brancos e nulos.

A equipe de transição indicada por Paulo terá hoje a última
reunião com o grupo eleito pela atual gestão. Hoje é a vez
da diplomação dos prefeitos, vice e vereadores eleitos de São
Bernardo e de Ribeirão Pires. 

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