Paulo Serra reabre diálogo com Sabesp e trata de dívida

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Representantes do governo do prefeito de Santo André, Paulo
Serra (PSDB), compareceram ontem a reunião com técnicos da
Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo),
na sede da empresa, na Capital, com o objetivo de retomar o
diálogo depois de relação estremecida com a gestão anterior,
encabeçada por Carlos Grana (PT). A equipe do tucano, comandada
por Ajan Marques (SD), superintendente do Semasa (Serviço
Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), buscou
pactuar ações conjuntas para terminar com a falta de água na
cidade no prazo de 30 dias, conforme promessa, além de tratar
da dívida bilionária, hoje estimada pelo órgão estadual em R$
3,4 bilhões.

Novo encontro com técnicos da Sabesp foi marcado na
quinta-feira, desta vez em Santo André, para formatar espécie
de força-tarefa para resolver o problema de distribuição. A
comissão andreense, formada ainda pelo anexo do Semasa,
Ricardo Kondratovich, e pela encarregado de Gabinete do Paço, Ana
Cláudia Cebrian, sugeriu medidas internas, uma vez que instalação de
redutores, caça vazamentos e ampliação na produção própria na
ETA (Estação de Tratamento de Água), propondo à companhia
regularizar “volume e a vazão necessárias para abastecer a
cidade de maneira adequada”. Atualmente, a autonomia municipal
compra do órgão paulista 95% da água consumida pelos moradores.

A partir do concordância, os técnicos da empresa estadual têm a
responsabilidade de indicar correções e fazer avaliações da
rede de provisão. Paulo Serra pontuou que a proposta
principal é aumentar a eficiência já através destes
procedimentos iniciais. “Agora que restabelecemos (as
conversas), vamos produzir cronograma de ações para terminar com a
falta d’água. Isso é prioridade. A rede necessita de medidas
emergenciais. Não é só questão de volume, há muita perda
diagnosticada, mais grave do que prevíamos”, disse o tucano,
referindo-se ao estudo que apontou desperdício da ordem de 47%.
A Sabesp chegou a solicitar a prisão de Grana à Justiça por não
satisfazer com suplente de quitação dos débitos.

Os integrantes da administração tucana foram recebidos pelo
superintendente da área Sul da Sabesp, Roberval Tavares, pela
gerente do departamento de planejamento, Silvana Corsaro de
Franco, e pelo gerente do meio de controle, Alexandre
Tassoni. A companhia paulista informou que a retomada na
negociação da dívida esteve em discussão, embora o Semasa tenha
rejeitado que a questão do passivo integrou a taxa. O órgão
estadual atualizou o valor, relacionado à diferença entre o
preço cobrado e o pago pelo metro cúponta de água, e destacou
que o débito hoje da cidade é o maior entre municípios de São
Paulo. A segunda da lista é Guarulhos, com R$ 2,9 bilhões.

Na concepção da Sabesp, a primeira audiência tramitou “muito
muito” com a Prefeitura. “Houve entendimento inicial das
discussões. É novo momento de debate (com a gestão Paulo
Serra)”, acrescentou. Há relatos, nos bastidores, que a falta
de água na cidade tem relação direta com o passivo bilionário,
desdobrado desde a segunda gestão de Celso Daniel (1996-2000).
 

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