Paulo Serra tenta intermediar impasse entre Tersa e BNDES

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O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), reiniciou
processo de negociação para tentar consonância que resolva pendência
jurídica entre o Tersa (Terminal Rodoviário de Santo André) e o
BNDES (Banco Vernáculo de Desenvolvimento Econômico e Social),
que se arrasta desde o começo dos anos 2000, ainda na gestão de
Celso Daniel (PT, morto em 2002).

O equipamento público, localizado no bairro Campestre, foi
construído e é operado pela iniciativa privada. A instituição
financeira não reconhece valor de R$ 18 milhões repassados
pelos concessionários (tem a permissão para realizar os
serviços). O tucano viajou na quinta-feira ao Rio de Janeiro
tendo uma vez que escopo facilitar na solução do impasse.

De consonância com informações, os concessionários quitaram
pagamento a banco intermediário, só que esse verba não foi
transferido. O BNDES pediu 30 dias de prazo, segundo Paulo
Serra, para explorar discussão desarquivada entre as partes – a
Prefeitura não está envolvida diretamente no imbróglio. “Vamos
esperar esse período e verificar se a proposta tem curso”,
alegou o encarregado do Executivo, considerando que a retomada do
diálogo “foi relativamente boa”. O Paço projeta fazer
revitalização no terminal, hoje com espaços ociosos.
“Atualmente, o que impede qualquer tipo de investimento,
desenvolvimento no lugar, é essa dívida”, pontuou. “O banco,
inclusive, executa o Tersa, que tem as contas penhoradas.”

O Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito), por exemplo,
estava instalado no equipamento, mas foi transferido para o
Poupatempo, no Atrium Shopping. O tucano tem interesse em levar
órgãos públicos para o espaço dentro de projecto para poupar
gastos com aluguel. “Se (o Tersa) estivesse completamente
liberado daria levar vistorias da SATrans (empresa que gerencia
o transporte municipal), imóveis, cartórios eleitorais. Poderia
dar uso que teve um dia”, pontuou Paulo Serra. “Está
deteriorando. Queremos iniciar processo de recuperação, de
salvação”, emendou.

Governos anteriores também planejaram reforma no lugar, no
entanto, não houve efetivação do compromisso. O atual prefeito
prevê a urgência de investimento da ordem de R$ 300 milénio.
(Colaborou Vanessa de Oliveira) 

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