Paulo Serra tentará trocar dívida por serviços de Saúde

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O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), visitou a Câmara
ontem e anunciou que dentro de alguns dias enviará ao
Legislativo um projeto de lei que visa reduzir a fileira de exames
na rede pública do município. A teoria é aproveitar os débitos
de clínicas e hospitais com a Prefeitura, que estão perto dos
R$ 50 milhões, e utilizar a estrutura para atendimento dos
pacientes que estão na fileira. Dentre os hospitais que se
enquadram nos quesitos prestabelecidos pela Prefeitura está o
Christóvão da Gama, na Vila Assunção.

De convenção com o gerente do Executivo, atualmente 15 milénio pessoas
esperam para realizar exames. “O projeto vai brigar esse ponto
e queremos zerar a fileira até o termo do ano. Estive reunido com
algumas entidades que possuem dívidas e pelo menos duas delas
já demonstraram interesse. Quando a lei for aprovada, as
clínicas já vão receber pacientes.”

Outro projeto que deve chegar ao Legislativo trata da reforma
administrativa, que trinchará cinco secretarias e 40% dos cargos
comissionados. A proposta ainda passa por ajustes, mas Paulo
Serra afirmou que as medidas já estão em operação. “Estamos
tomando zelo, para fazer as coisas da melhor maneira. Já
estamos praticando o que a reforma vai oficializar, a aprovação
da lei não vai mudar esse quadro e para os cofres não há
qualquer impacto.”

O prefeito aproveitou a visitante aos vereadores e entregou
relatório com a situação orçamentária do município. Conforme o
documento, a gestão anterior, de Carlos Grana (PT), deixou R$
312 milhões em sobras a remunerar relativos aos anos de 2015 e
2016.

Os cortes de gastos começaram em janeiro com a economia
projetada de R$ 12 milhões a R$ 15 milhões no ano com redução
de cargos comissionados e gratificações. Além disso, a
Prefeitura espera receptar R$ 1 milhão e gerar economia de R$
3 milhões com o leilão de 141 veículos oficiais.

IMPASSE
A definição das presidências das comissões permanentes da
Câmara, que seria realizada ontem, entrou em compasso de espera
por conta da renúncia dos vereadores Willians Bezerra (PT) e
Toninho de Jesus (PMN).

No caso do petista, a saída do posto se deu após o parlamentar
não admitir o convenção firmado pela bancada do PT com o governo.
Willians havia sido eleito para a comissão de Segurança
Pública. “Foi uma decisão unilateral, sem conversa com os
vereadores do partido. Devemos escolher o vereador Eduardo
Leite para o posto”, informou o líder da bancada, Alemão Duarte
(PT).

Conforme o regimento interno da Morada, em caso de renúncia ou
vacância a escolha do integrante deve ser feita por outro
integrante da bancada. Toninho de Jesus, por sua vez, é o único
parlamentar do PMN. A decisão deve ser anunciada na próxima
sessão da Câmara, amanhã. 

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