Polo chega aos 45 anos voltado para o horizonte

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Inaugurado há 45 anos, o Polo Petroquímico do ABC buscou
preencher um vazio na região, que à época já contava com
montadoras de veículos porquê Scania, Ford, Mercedes e
Volkswagen. A história tem início 18 anos antes, mais
precisamente em 1954, no Vale do Tamanduateí, mais sabido
por Refinaria de Capuava, quando a Petrobras instalou a
primeira unidade de refino de petróleo, em Mauá.

Mas foi somente em 1972 que a primeira mediano petroquímica da
região iniciou sua produção, marcando a consolidação do setor
no Grande ABC. O objetivo da concentração de várias indústrias
do mesmo setor foi lembrado por macróbio diretor da refinaria em
1973, Leopoldo Américo Miguez de Mello. “Se faz necessário
concentrar as atividades da sociedade na área de refino de
petróleo, sem dúvida a atividade é capaz de gerar lucros.”

Atualmente, o Polo Petroquímico é constituído por 14 empresas
de primeira e segunda gerações que alimentam centenas de
indústrias do ramo espalhadas pelo Brasil. Em 2015, o polo
faturou muro de R$ 9 bilhões. O Cofip (Comitê de Fomento
Industrial do Polo do Grande ABC) estima que o conglomerado
gera aproximadamente 10 milénio postos de trabalho – 2.500 diretos
e outros 7.500 indiretos.

De pacto com levantamento realizado pela consultoria MaxiQuim,
em 2014, 13,7% da indústria química brasileira correspondem a
empresas do setor na região. Apesar dos números expressivos, o
gerente executivo do Cofip, Francisco Ruiz, alerta que a
política industrial do País deve tomar novos rumos para voltar
a crescer. “Primeiramente, precisamos restaurar a capacidade
ociosa, além da segurança para se investir, porque o setor
trabalha com capital intenso a longo prazo.”

Em nota, a Prefeitura de Mauá parabenizou o polo, “que permite
maior desenvolvimento para a cidade”. Neste momento, o multíplice
representa muro de 60% da arrecadação do município.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de Santo André,
Ailton Lima, o Polo Petroquímico do ABC é a âncora de Santo
André. “Importantíssimo para a masmorra produtiva do município,
predominantemente industrial.”

EXTENSÃO – “A vida útil do sítio está garantida por mais 25
anos, caso não haja mudanças”, opina o prefeito de Mauá, Atila
Jacomussi (PSB). Isso porque, dois problemas principais devem
ser sanados: alterações na Lei de Zoneamento e Uso do Solo e
modernização das instalações. Além disso, há a preocupação para
minimizar os impactos no entorno. “O polo tem subida capacidade
de ampliar produção e atrair mais indústrias. Para isso, vamos
discutir a lei de zoneamento e uso do solo. Trata-se de
planejamento com resultado a médio prazo.”

Braskem celebra 15 anos de operações no Grande
ABC

A Braskem, com a Unib 3 (Unidade de Insumos Básicos), situada
no Parque Capuava, em Santo André, está prestes a completar 15
anos na região. A empresa foi fundada em agosto de 2002, a
partir da integração das empresas Copene, OPP, Trikem, Proppet,
Nitrocarbono e Polialden. Nas quatro unidades da região (duas
em Santo André e duas em Mauá) são gerados muro de 4.000
empregos – 1.000 diretos e 3.000 indiretos.

Para o andreense Maurício Moreira, 57 anos, funcionário na área
de relações trabalhistas e fiscais, na empresa desde 1975
(Petroquímica União), a Braskem é vital para a economia da
região e para o Polo Petroquímico. “Sempre quis trabalhar cá,
fico feliz em saber a importância que a empresa exerce na
região há muito tempo. Espero que a existência dela (Braskem)
se estenda por muito tempo.”

A unidade é responsável por transformar matérias-primas com
origem no petróleo, porquê a nafta, em produtos químicos básicos
porquê o eteno, propeno e resinas hidrocarbônicas – que depois se
tornam materiais utilizados por diversos segmentos na
construção social, indústria automotiva, roupas e cosméticos.
Murado de 85% da produção da unidade são destinados a empresas
do Sudeste, com clientes no mercado de borracha, lubrificantes,
tintas e adesivos.

Na avaliação de Flávio Chantre, gerente de relações
institucionais da Braskem, o atual cenário político não
atrapalha os investimentos na região. “É evidente que impacta um
pouco a limitado prazo, mas zero que comprometa a nossa operação,
que é a longo prazo.” O quadro econômico, já complicado, foi
exitante a partir da delação de um dos donos do frigorífico JBS,
Joesley Batista. No dia 17 de maio, vazou à prensa a denúncia
de gravação do presidente Michel Temer (PMDB) dando sinal para
a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados
Eduardo Cunha (PMDB), hoje recluso em Curitiba, no Paraná. A
expectativa é a de que a companhia invista R$ 1,7 bilhão até o
término do ano, sendo que R$ 1,6 bilhão será talhado somente para
as unidades brasileiras.

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