Por reajuste, Sindserv convoca paralisação hoje em Santo André

Sem consenso em torno de índice de aumento salarial do funcionalismo, o Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos) convocou para hoje paralisação da categoria em série de departamentos da Prefeitura de Santo André, chefiada por Paulo Serra (PSDB), com sinalização de que o setor da Educação deve ter a principal adesão. Marcou ainda grande ato no vão do Paço, a partir das 17h, com a proposta de sair em passeata para reivindicar valorização dos salários e pagamento do retroativo acertado no ano passado.
Foram cinco rodadas de negociação entre as partes. A falta de acordo, principalmente quanto à campanha de reajuste, gerou esse impasse. “Não dá para quantificar a dimensão neste momento, mas em alguns setores a adesão será grande. Os profissionais da Educação, professores, creche, por exemplo. Algumas unidades devem ter adesão de 100%, outros, 30%, 20%”, afirmou o representante legal do sindicato, Durval Ludovico Silva. Há indicações de mobilização também em unidades de Saúde, Paço, Sosp (Secretaria de Obras e Serviços Públicos), Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) e Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André).

A proposta oferecida pela gestão tucana ficou em 3%, sendo 2,68% correspondentes à inflação do período, mais o percentual de 0,32% a título de reposição salarial. A Prefeitura avaliou que “as conversas prosperaram para um entendimento”. “A reunião agendada para o dia 24 (ontem) ocorreu e no entendimento da administração seria para finalizar as negociações com a assinatura da minuta do projeto de lei. Porém, fomos surpreendidos com o ofício protocolado pelo Sindserv na quarta-feira, informando sobre a paralisação desta sexta-feira (hoje), não respeitando o prazo legal de 72 horas de antecedência”. A categoria sustenta que enviou o ofício à Prefeitura na terça-feira.
Na reunião de ontem, no Paço, com a participação dos secretários Fernando Gomes (PSDB, de Administração) e Leandro Petrin (Gestão Financeira), o sindicato informou sobre a rejeição da oferta do governo em assembleia e apresentou uma nova proposta de R$ 100 de aumento incorporado ao salário para todos os servidores, valor este que inclui o percentual de inflação do período – de 2,68% –, mais o acréscimo retroativo.
“As decisões da atual administração são sempre pautadas pelo planejamento e uso responsável do dinheiro público. A Prefeitura vai avaliar o impacto da proposta e responderá ao sindicato assim que finalizar a projeção”, citou o governo. “Reforçamos que o sindicato não seguiu prazos legais para legitimar o direito constitucional de greve, portanto, a Prefeitura seguirá a lei.”
EXPEDIENTE
A Secretaria de Educação reforçou que não ordenou o fechamento das unidades escolares em razão da paralisação proposta pelo sindicato, ficando mantidas as atividades nas escolas municipais. 

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