Posteriormente denúncias, Paço encerra atividades do Lar São Francisco

0
163

A Prefeitura de Santo André, gerida por Paulo Serra (PSDB),
encerrou atividades do Lar São Francisco depois de denúncias de
irregularidades firmadas no ano pretérito pelo Juízo Tutelar.
Duas casas de protecção institucional de crianças e
adolescentes em situação de vulnerabilidade social foram
fechadas – uma no início de março e em abril.

O Juízo Tutelar havia formalizado representação,
anteriormente, detalhando aspectos dos serviços, e guiado
à Câmara, Promotoria e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
Três entidades gerenciam os serviços de atendimento: Instituto
Vivenda do Caminho Ananias, Jeda e Instituto Monsenhor Antunes. As
duas unidades fechadas eram do Monsenhor Antunes, que continua
administrando uma moradia. O contrato vigorava até término de
dezembro, portanto, foi reduzido. As instituições necessitam
fazer prestação de contas dos repasses, de entendimento com a lei
vigente.

No totalidade eram três unidades, onde o Paço despendia pelo
gerenciamento o valor de R$ 242,7 milénio ao mês. Com a redução
para somente um equipamento, o gasto da administração, de
entendimento com o governo, passou a ser de R$ 88 milénio.

O Paço minimizou a situação, pontuando que houve queda dos
números de acolhidos nos últimos anos. Por outro lado, admitiu
problemas encontrados nos locais de abrigo de crianças e
adolescentes. “Mediante estudo da situação dos acolhimentos no
município percebeu-se que o número de vagas poderia ser
reduzido de 160 para 120. A escolha das casas que encerraram as
atividades se deu pela percepção de condição estrutural
precária nas duas casas fechadas, sendo que uma delas vinha
atuando em lugar improvisado por mais de um ano.”

Nos dois equipamentos que tiveram as atividades encerradas, de
entendimento com o governo, eram atendidas 22 crianças ou
adolescentes (havia 40 vagas à disposição), sendo que uma
dessas unidades atuava uma vez que moradia de ingresso e os assistidos
“eram provisórios”. “Os jovens atendidos que continuaram
acolhidos foram distribuídos pelas demais casas, mediante
estudo individual e condição/perfil das casas que permaneceram
em funcionamento, de forma a minimizar o impacto das
transferências para os acolhidos transferidos e para aqueles
das casas que receberam novos acolhimentos.”

Após o desfecho do Lar São Francisco é que se cogitou
transferir para o lugar os serviços de assistência social
ofertados no Meio Vivenda Amarela, então no Meio. A comunidade
elaborou solicitação para tentar barrar a instalação.
 

Posteriormente denúncias, Paço encerra atividades do Lar São Francisco
Avalie esta notícia