Prefeitura andreense inaugura a sexta residência terapia da cidade

Prefeitura andreense inaugura a sexta residência terapia da cidade
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 A Prefeitura de Santo André inaugurou ontem, na Vila
Tibiriçá, a sexta residência terapêutica da cidade, que recebeu
oito moradores, entre homens e mulheres, egressos de hospitais
psiquiátricos do Interno – eles estavam em equipamentos que
foram fechados seguindo determinação da Política Vernáculo de
Saúde Mental.

Na região de Sorocaba – de onde vieram os pacientes –,
considerada o maior polo manicomial do Brasil (com mais de
2.700 pessoas), o compromisso de satisfazer oriente prazo foi firmado
em 2012 (e deveria ser cumprido até 2016) por meio de TAC
(Termo de Ajuste de Conduta) envolvendo Ministério Público
Federalista, Ministério Público Estadual, Estado, União e
municípios. “Os moradores são munícipes de Santo André, mas
estavam nos manicômios da região de Sorocaba em condições
subumanas. Muitos ficavam presos, submetidos à tortura. Agora,
voltam a ser tratados com distinção, guarida e
humanização”, falou a secretária de Saúde Ana Paula Peña Dias.

A residência terapêutica é um espaço de moradia e reinserção
social a pessoas com transtornos mentais que não possuem
referência familiar para possível retorno. No lugar,
desenvolvem tarefas cotidianas porquê limpeza e organização da
vivenda e preparo da comida. Eles fazem tratamento no Caps (Núcleo
de Atenção Psicossocial), são acompanhados por equipe
multidisciplinar e inseridos na área profissional pela oficinas
oferecidas pelo Nupe (Núcleo de Projetos Especiais).

Em agosto será oportunidade outra unidade, que hospedará mais oito
pessoas de ambos os sexos. Com isso, o município passará a
recontar com sete moradias: duas masculinas, uma feminina e
quatro mistas, totalizando 60 pessoas atendidas. O Ministério
da Saúde repassou R$ 40 milénio para aquisição de móveis e
adaptações da sexta e da sétima residências, além de encaminhar
R$ 20 milénio mensais para cada vivenda, do qual dispêndio é de R$ 48 milénio.

O prefeito Paulo Serra (PSDB) lembrou que Santo André foi o
primeiro município do Brasil a adotar os serviços residenciais
terapêuticos, em 1999. “O então prefeito Celso Daniel colocou a
cidade na risco de referência na luta antimanicomial. Agora,
demos perpetuidade e potencializamos o projeto”, defendeu.

“Santo André, historicamente, tem trabalho muito bonito. Há
liberdade para o paciente ser estabilizado com diversos
trabalhos voltados às questões social, cultural, familiar e
afetiva”, salientou o coordenador de saúde mental da rede
municipal, Danny Martyn Van de Groes.

Antonia Maria Cirino, 85 anos, dos quais 35 foram de internação
por quadro demencial, utilizava cadeira de rodas para se
locomover em hospital psiquiátrico em Salto de Pirapora. Ao
chegar à residência terapêutica andreense, dia 22, recebeu
estímulo dos moradores e de toda a equipe. Hoje ela já consegue
dar alguns passos. “A vivenda é um estímulo, e os moradores cuidam
uns dos outros. Então, o envolvente propicia transformações”,
pontuou a responsável pelas residências terapêuticas do
município, Zelia Tolentino.

Vindo de um hospital psiquiátrico de Piedade, onde passou três
décadas, Antonio Sérgio da Silva, 62, também com quadro
demencial, agora se sente vivo. “Cá lavo louça, coloco roupa
no varal, arrumo leito e, às vezes, passeio. Sinto-me livre.”

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