Prefeitura de Santo André remove mobiliários para iniciar reforma de unidades

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 Uma semana após o fechamento de sete unidades de Saúde de
Santo André para reforma, a Prefeitura ainda não iniciou as
obras para modernização dos espaços. A justificativa, segundo o
poder público, é a premência de se remover todo o mobiliário
e registo dos espaços para começar as intervenções. O
fechamento das unidades chegou a ocasionar polêmica, pois havia o
temor de sobrecarga na rede, uma vez que mais de 2.000
atendimentos diários tiveram de ser transferidos.

O governo andreense reforça a premência e a importância da
ação. Conforme a administração municipal, os equipamentos que
terão a estrutura revitalizada se encontravam com paredes
mofadas, portas quebradas e outros problemas. “A US (Unidade de
Saúde) Campestre, por exemplo, no início do ano teve de ser
fechada por infestação de pulgas. Além disso, para a
informatização da rede, as intervenções são necessárias nessas
unidades para viabilizar passagem de cabeamento e outras
demandas elétricas”, informou, em nota.

Tapumes cercam as unidades fechadas. Para minimizar os
transtornos, a municipalidade afixou avisos informando as
localizações mais próximas que podem ser utilizadas. A grande
reclamação é em relação à falta de informação. Pacientes ainda
procuram por atendimentos nestes locais. Foi o que ocorreu
ontem, quando a equipe de reportagem do Diário percorreu as
unidades. A doméstica Edilzuita Silva Araújo, 66 anos, foi até
a UBS Parque Novo Oratório para medir a pressão, uma vez que faz
semanalmente. “Também precisava marcar um médico. Tinha ouvido
um comentário que estava fechado, mas não tinha certeza.
Acredito que precisava de reforma, porque até chovia dentro,
mas precisava ter avisado antes.”

Além da unidade no Novo Oratório, outras seis estão fechadas
temporariamente para as reformas – Campestre, Vila Humaitá,
Parque das Nações, Bom Pastor, Jardim Santo André e Vila
Vitória (Meio de Especialidades III). A Prefeitura começa a
entregar as reformas a partir de agosto de 2018

Alguns munícipes também reclamam da falta de premência de
reforma em alguns equipamentos. É o caso da atendente de caixa
Michele Cristina Pereira de Souza, 29, moradora do Jardim Santo
André. Segundo ela, a UPA do bairro estava praticamente novidade.
“Precisei levar meu rebento na Vila Luzita, onde fiquei quase
três horas esperando. Tinha muita criança”, disse. A previsão é
que a entrega seja feita em setembro de 2018.

A Prefeitura afirmou que o aviso aos usuários com consulta
marcada começou a ser feito na semana do anúncio do programa,
mas uma porcentagem de 3% dos pacientes não atenderam as
ligações. “Além disso, há segmento da demanda que não procura a
unidade com hora marcada, ou seja, é demanda espontânea, que
vai ao equipamento para acessar a farmácia, tomar vacina ou
para outro procedimento sem hora marcada. Por isso, além das
ligações, as unidades possuem placas informativas com a
indicação da unidade mais próxima.”

O programa Qualisaúde prevê modernização em toda a rede,
incluindo qualificação profissional, informatização e
humanização. A mudança vai possibilitar implementação de novo
padrão de atendimento, uma vez que prontuário eletrônico e dispensa de
medicamentos por código de barras.

 

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