Professores da Medicina ABC lançam livro sobre “Dificuldades Escolares”

Professores da Medicina ABC lançam livro sobre “Dificuldades Escolares”
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Dificuldades escolares: um duelo
superável

Crédito: divulgação

O Núcleo Especializado em Aprendizagem da Faculdade de Medicina
do ABC (NEA-FMABC) programou para 30 de junho (sexta-feira) a
quarta edição do “CINENEA” – atividade dos quais objetivo médio é
proporcionar encontros educativos e lúdicos, assim porquê a troca
de informações e experiências dentro de temas diversos nas
áreas de educação e saúde. Desta vez, o encontro será precedido
pelo lançamento do livro “Dificuldades escolares: um duelo
superável”. As atividades ocorrerão a partir das 18h no
Anfiteatro David Uip, no próprio campus universitário em Santo
André (Av. Lauro Gomes, 2.000, Vila Sacadura Cabral). A ingresso
é gratuita.

DESAFIO SUPERÁVEL

A partir das 18h, terá início a sessão de autógrafos da
terceira edição do livro “Dificuldades escolares: um duelo
superável”. Com 320 páginas, a obra é assinada pela
coordenadora do NEA-FMABC, a psicóloga, neuropsicóloga e
psicopedagoga Alessandra Bernardes Caturani Wajnsztejn, e pelo
neuropediatra, professor da disciplina de Neurologia da FMABC e
presidente da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil
(SBNI), Dr. Rubens Wajnsztejn.

Ao todo são 22 capítulos, que abordam questões diversas
relacionadas às dificuldades escolares de maneira
multiprofissional e interdisciplinar, com participação de
diversos especialistas colaboradores. Publicado pela editora
Pampaideia, o livro tem por objetivo discutir os principais
temas do neurodesenvolvimento relacionados, principalmente, à
aprendizagem. Procura ser natividade de consulta para educadores e
profissionais da saúde, e apresentar, de forma clara e
didática, a importância da sinergia e do trabalho em equipe na
relação entre as atividades em sala de lição e o atendimento
clínico.

“Dar a chance ao aluno de ser estimado com estratégias
específicas à sua demanda é uma forma real de salvar uma vida
psiquicamente, pois um aluno não é uma nota, mas sim a soma de
suas diversas vivências pedagógicas e sociais dentro do
processo de aquisição do conhecimento e da aprendizagem”,
assegura Alessandra Wajnsztejn.

Segundo a perito, hoje são muitas as crianças,
adolescentes e universitários com dificuldades de aprendizagem
decorrentes de diversos quadros do neurodesenvolvimento, entre
os quais a dislexia, a discalculia, a comunicação e o
transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). “São
pacientes que, muitas vezes, além do tratamento médico e
terapia, necessitam de trabalhos diferenciados por secção da
escola para ajustar e superar obstáculos no ensino e seguir
o rendimento dos demais estudantes. Precisamos compreender que
o ser humano não se resume a uma única forma de aprender,
transmitir, trocar, estimar e constatar o conhecimento”, alerta
a coordenadora do NEA-FMABC.

De concórdia com Alessandra Wajnsztejn, a parceria com algumas
escolas na região do ABCD cresceu “de forma promissora” nos
últimos 15 anos. Entretanto, ainda são poucas as instituições
que buscam alternativas específicas para driblar as
dificuldades dos alunos. “É fundamental oportunizar estratégias
de ensino, avalições e correções adaptadas às necessidades e
desafios singulares dos alunos. Enfim, somos todos iguais em
nossas diferenças e todos diferentes em nossas igualdades,
porque, simplesmente, somos únicos”, garante a perito,
que completa: “As avaliações, tratamentos e estratégias
educacionais devem ocorrer dentro de uma escola ensejo,
juntamente com o envolvimento da família, do estudante e dos
profissionais que o acompanham. Todos devem se propor a ter
movimento ativo e a complementar, inclusive, na área da
cidadania”.

Membro fundador do Núcleo Especializado em Aprendizagem da
FMABC, o neuropediatra Dr. Rubens Wajnsztejn reforça: “Quando a
escola adota procedimentos diferentes entre os alunos, porquê
provas orais em lugar de dissertativas, o objetivo é emendar
desvantagens decorrentes dos quadros do neurodesenvolvimento.
Seria porquê usar óculos. O acessório somente corrige uma
desvantagem, sem trazer vantagem alguma quando comparado a quem
não precisa usar. A avaliação diferenciada para um aluno com
dislexia segue essa mesma filosofia”, exemplifica o professor
da FMABC e presidente da SBNI.

MÃOS TALENTOSAS

Fundamentado em uma história real, o filme “Mãos talentosas” marcará
o 4º CINENEA, às 19h50, ao narrar a trajetória de Ben Carson,
representado pelo ator Cuba Gooding Jr. O protagonista é um
neurocirurgião, que ficou mundialmente famoso por conseguir
feito grandioso na medicina: separar gêmeos siameses unidos
pela cabeça. Em 1987, Carson viaja para a Alemanha para
encontrar um parelha que deu à luz a gêmeos siameses. Após o
encontro, ele investe 4 meses de sua vida em pesquisas e
formula projecto para que sua intervenção obtenha sucesso. A
confiança conquistada ao longo dos anos em zero lembra o garoto
Carson na infância, criado somente pela mãe e ridicularizado na
escola por suas notas baixas. Diante dessa situação, a mãe toma
uma atitude que mudaria a vida dele para sempre. Trata-se de
história de fé, estudo e superação.

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