Projecto de metas arquitetado pelo governo do prefeito de Santo
André, Paulo Serra (PSDB), envolve estimativa de investimento
aproximado de R$ 700 milhões em projetos e obras na cidade até
2020. O valor está fundamentado em programas previstos dentro do PPA
(Projecto Plurianual) e leva em consideração, além de recursos
próprios, financiamentos externos, a exemplo de repasses da
União e do empréstimo do BID (Banco Interamericano de
Desenvolvimento). A medida é similar à ação implantada na
prefeitura de São Paulo, desde 2008 na gestão Gilberto Kassab
(PSD), mas não entrará em forma de lei.

Em território andreense, conforme apurou o Diário, a proposta
será formalizada pelo Paço porquê registro, o que permite o
seguimento das promessas com prazos estabelecidos, sob
argumentação de dar transparência aos atos. Ao todo, 37 metas
estão contempladas, embora não obrigatórias. De conformidade com o
levantamento, murado de R$ 400 milhões seriam provenientes do
Tesouro municipal, enquanto os demais R$ 300 milhões entrariam
por meio dos acordos firmados com outros entes. O tucano deve
apresentar o projecto no dia 9 de agosto no Teatro Municipal e no
dia seguinte à Câmara.

Paulo Serra alegou que “100% dos itens integraram o programa de
governo” formatado durante a campanha eleitoral, incluindo
algumas novas demandas coletadas nestes primeiros seis meses à
frente do Executivo – expectativa era oficializar o termo em
maio. A única proposta que extrapola o limite do procuração
refere-se a zerar deficit de vagas em creches, hoje na ordem de
5.000. “A meta é zerar até 2022. Atingir 75% em 2020. Serão dez
equipamentos. Já demos encaminhamento em oito unidades e
estamos recadastrando outras duas, o que vai gerar 3.500 vagas.
Outros 1.500 serão por parcerias.”

Na Saúde, uma das metas visa reduzir o tempo de espera para
exames. “O objetivo é diminuir o período para 60 dias, no
máximo. Hoje, a média gira em torno de 18 meses”, pontuou o
prefeito. Outro item trata da cobertura do PSF (Programa Saúde
da Família). A projeção fixa chegar ao patamar de 85% até 2020
– atualmente é de 20%. No que tange à regularização fundiária,
a proposta é entregar título de moradia a 5.000 famílias. “O
critério é ampliar a transparência da gestão. Não será um
pedaço de papel. É pensar Santo André do porvir.”

Na Capital, o projecto foi incluído porquê emenda à LOM (Lei
Orgânica do Município), o que torna obrigatório o documento. O
ex-prefeito Fernando Haddad (PT) cumpriu, por exemplo, 49,6% de
suas metas. Correligionário de Paulo Serra, o prefeito João
Doria (PSDB) formalizou programa em março. Possui 50 metas.
 

Projecto de metas em Santo André envolve projetos de R$ 700 mi
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