Prysmian fechará fábrica na região

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A Prysmian, operário italiana de cabos para robustez e
telecomunicações, vai fechar sua fábrica em Santo André. O
anúncio foi feito ontem aos 320 trabalhadores. Até 2019, quando
completará 90 anos, a operação será transferida para Sorocaba,
no Interno, onde o grupo possui outras três vegetais
produtivas.

O objetivo da companhia, conforme explicou o CEO da Prysmian na
América do Sul, Marcello Del Brenna, com exclusividade ao
Diário, é otimizar os gastos, modernizar e concentrar a
produção, a término de tornar a empresa mais competitiva. A
Prysmian possui terreno próprio em Sorocaba, enquanto que em
Santo André o espaço é alugado.

“Apesar de Santo André ser o lugar em que nasceu a empresa (em
1929), ocupamos terreno alugado, e tanto a fábrica quanto o
prédio administrativo são propriedades da Pirelli”, afirma Del
Brenna. “Então, de qualquer maneira, teríamos um termo, que
seria em 2025, porque não existia a perspectiva de renovar por
falta de interesse da Pirelli. Essa foi uma das motivações para
transpor do lugar”.

O CEO destaca, no entanto, que não houve problemas com a
Pirelli. “A motivação é industrial e de sustentabilidade da
empresa. Não estamos fugindo de Santo André, estamos
concentrando nossas forças em um só lugar para lucrar
competitividade e eficiência.”

A decisão foi tomada em um momento em que a Prysmian não está
no topo de capacidade produtiva, justifica o executivo, ou
seja, numa época em que os volumes são mais gerenciáveis do que
se estivessem em período de pico econômico. Hoje, a operação
está entre 30% a 40% da capacidade da fábrica.

No ano pretérito, as sete vegetais produtivas do Grupo Prysmian no
Brasil registraram faturamento em torno de R$ 1,3 bilhão. Porquê
o balanço de 2016 será publicado nos próximos dias, o executivo
não precisou a variação frente a 2015, mas afirmou que foi
negativa, motivada pela redução das atividades de petróleo.

Os principais clientes da unidade da região, que responde por
15% da receita do grupo, são Petrobras, Vale, empresas de
infraestrutura. “Áreas bastante impactadas pelo curso da
economia nos últimos anos”, diz. Saem da risca de produção
andreense cabos de média tensão, para as indústrias do
petróleo, eólica, mineração e navais.

Nos últimos três anos, a fábrica de Santo André perdeu quase
50% de sua força de trabalho. E o mesmo aconteceu em Sorocaba,
mas com menos força. No entanto, ele conta que devido à demanda
dos produtos fabricados por lá, as vegetais já começaram a
contratar. No lugar, são confeccionados cabos de robustez e
telecomunicações, filamento ótica e cabos para cabeamento
estruturado.

Serão investidos R$ 150 milhões para a construção do Meio de
Excelência Mundial da Prysmian em Sorocaba entre agosto de 2018
e início de 2019. O lugar chupará a produção da região, que
terá transferência concluída dentro de 24 meses. De convenção com
Del Brenna, serão analisadas, caso a caso, as possibilidades de
transferência de profissionais interessados em mudar de cidade
e permanecer na companhia. “Nós não estamos fechando zero.
Estamos transferindo. Então, os mesmos talentos e competências
que temos hoje, precisaremos lá na frente. A motivação de ter
anunciado com dois anos de antecedência é para entender as
limitações e a disponibilidade de cada um deles. Vamos também
entrar em contato com o empresariado de Santo André e com a
Prefeitura para determinar a possibilidade de realocação de quem
tiver interesse de permanecer na cidade”, assinala.

REPERCUSSÃO – Procurada, a Pirelli afirma que “desconhece oriente
projeto da Prysmian e até hoje não foi procurada para eventual
renovação do contrato de aluguel”. A pneumática não revelou o
que pretende fazer no lugar ocupado hoje pela Prysmian.

A operário de cabos foi tida, por diversas vezes, porquê
presença garantida no parque tecnológico de Santo André pelas
gestões anteriores do Paço. Del Brenna, no entanto, que está há
três anos na região, disse que ouviu pela primeira vez sobre a
iniciativa ontem. “Mas isso não teria mudado zero, pois a
decisão da transferência tinha sido tomada.”

Questionado sobre a saída da empresa de Santo André. o prefeito
Paulo Serra (PSDB) disse que o CEO lhe deu garantias de que
antes de dois anos zero será feito. “Nenhuma decisão definitiva
será tomada. Existe essa tendência porque área deles é própria
(em Sorocaba), e para fazer investimento numa área alugada,
empresarialmente a gente até entende que talvez não seja o
melhor caminho. Mas zero impede de que neste período haja
mudanças”.

Paulo Serra diz que o objetivo é produzir envolvente obséquioável ao
investimento “para que medidas porquê esta, caso se concretize,
não ocorram mais”. “Se isso sobrevir, podemos trazer outra
empresa no lugar até com mais valor confederado. Hoje não temos
ainda envolvente que atraia. Há a questão de custos, de
logística. Apesar de Santo André ter posição logística
invejável entre o Porto de Santos e o Rodoanel, mão de obra
qualificada, universidades, isso tudo ainda não está muito
integrado para proporcionar a essas grandes empresas envolvente
obséquioável. Ao mesmo tempo, o dispêndio do metro quadrilátero é proeminente
e a filete salarial é uma das mais altas do Estado.”

(Colaborou Gabriel Russini) 

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