Quem não tem Calleri vai de Gilberto? Sem reforço, atacante pode ter chance

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Logo quando assumiu o comando do São Paulo, no início deste
ano, o técnico Rogério Ceni detectou a necessidade de se
contratar um centroavante. O clube foi atrás de Calleri,
Cristian Colmán e sondou Nilmar, mas nenhuma dessas negociações
foi adiante. Agora, com parte dos R$ 50 milhões da venda de
David Neres, o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o
Leco, pretende ir atrás de Lucas Pratto, do Atlético-MG.

Porém, como até agora o clube não conseguiu fechar com alguém
para a posição, o técnico Rogério Ceni tem um problema para
resolver. Nos primeiros testes do São Paulo, na Florida Cup,
contra o River Plate, da Argentina, e o Corinthians, a carência
apontada pelo treinador se mostrou real e o time passou em
branco, apesar de muitas oportunidades terem sido criadas.

Por isso, pode surgir a chance para Gilberto mostrar serviço na
estreia oficial da equipe, neste domingo (5), na Arena Barueri,
contra o Audax. O jogador disputa posição com Chávez, que
terminou 2016 como titular.

“A camisa 9 é do Chávez, eu sei disso. Ele fez um campeonato
excelente pelo São Paulo, foi o destaque e eu só pude
contribuir na parte final, quando fiz dois gols. Mas neste ano
espero ter um pouco mais de oportunidade”, disse Gilberto, que
revelou um bate-papo que teve com o treinador.

“Conversei com o Rogério, que me disse que me daria chance. Eu
também falei que me empenharia ao máximo. Até falei para ele
que na hora que eu entrasse eu não ia querer sair mais, ia
agarrar a minha chance e iria ficar no time”, contou o
atacante.

Gilberto foi contratado pelo São Paulo em julho do ano passado.
Sem muitas chances e com algumas contusões, ele sofreu para se
adaptar ao clube. No total, disputou apenas 12 jogos e marcou
dois pelo clube. Antes, havia jogado no Chicago Fire, nos EUA,
onde também jogou 19 vezes e marcou cinco gols, entre 2015 e
2016. No clube, até se cogitou a saída do jogador, que tem
contrato até o fim deste ano.  Porém, agora ele acredita
que pode dar a volta por cima e reencontrar o futebol
apresentado na época em que defendeu a Portuguesa.

“O ano passado foi complicado para mim, com lesões. Foi
bastante tumultuado para mim a volta dos Estados Unidos, o
cansaço físico e mental. Eu não estava bem e nesse ano pude
fazer a pré-temporada com o Rogério, que está sendo fantástica.
Só tenho a agradecer a oportunidade que ele está me dando e
quero retribuir isso com gols”, disse Gilberto.

O fato de o clube pensar em contratar um jogador para o setor
não assusta Gilberto, que espera a sua chance no time titular.
“Acho que eles [diretores] estão certos. A gente que está aqui
trabalhando. Eu procuro treinar todos os dias no mais alto
nível possível e, na hora que tiver a oportunidade, vou agarrar
e não vou querer mais sair. Se vier outro atacante, ele vai ter
a oportunidade dele. Caso vá bem, continua. Mas se for assim,
estarei junto com o Chávez para ajudar o clube, que é o mais
importante”, garantiu Gilberto.

Já o argentino Chávez, precisando atuar adaptado como
centroavante, não vive os seus melhores dias. No entanto, ele
acredita que poderá mostrar serviço nesta temporada. Pelo São
Paulo, ele disputou 23 partidas e marcou dez gols. No treino
desta quinta-feira, no CT da Barra Funda, ele deu um susto ao
sentir o joelho esquerdo após dividida e precisou de
atendimento. De qualquer maneira, ele se mantém na disputa pela
vaga e pode aparecer como titular. “Estou tranquilo. No
semestre passado fui artilheiro da equipe. Oxalá, vou fazer
mais gols do que no ano passado”, disse Chávez. 

Por fim, se Rogério não optar pelos dois e quiser inovar,
poderá adaptar o garoto Shaylon, promovido das categorias de
base nesta temporada. “Não sou um centroavante fixo, mas já
joguei de falso nove na base. Se o Rogério precisar, posso
jogar ali”, avisou Shaylon, de 19 anos.

Quem não tem Calleri vai de Gilberto? Sem reforço, atacante pode ter chance
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