Quintas Musicais comemora 50 anos da Tropicália no Sesc Santo André

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Quintas Musicais comemora 50 anos da Tropicália no Sesc Santo André

 

O ano de 1968, mesmo posteriormente 50 anos, ainda não terminou. Os acontecimentos do final da dez de 1960 revolucionaram mundo, deixando marcas pujantes que iniciaram transformações sociais, culturais e intelectuais que ainda reverberam nos dias de hoje. O Brasil estava sob as garras da ditadura militar, os movimentos artísticos buscavam criticar e discutir a veras brasileira de maneira subjetiva e indireta, uma escolha à increpação praticada pelo regime. O cenário músico estava dividido: de um lado, a cultura pop com Roberto e Erasmo Carlos cultuavam ídolos internacionais porquê Beatles e Rolling Stones; do outro, a chamada Música Popular Brasileira emitia os sons da Bossa Novidade, com acordes de violão solo e letras poéticas. Neste contexto, alinhando-se à veras brasileira e atenta às manifestações artísticas, surge uma novidade frase: a Tropicália, movimento que codificou elementos artísticos brasílio em uma novidade identidade músico.No III Festival da Música Popular Brasileira, em 1967, Gilberto Gil e Caetano Veloso deram vida ao movimento com o lançamento das canções Alegria, alegria e Domingo no Parque. Os dois músicos seriam acompanhados por nomes de peso porquê Os Mutantes, Tom Zé, Gal Costa, Capinan, Rogério Duprat, entre outros. A Tropicália apresenta uma musicalidade original ao explorar ritmos brasileiros porquê baião, bolero, marcha, música caipira, pop, rock, e outros estilos, que originaram uma sonoridade antropofágica marcante responsável por imprimir novos olhares à sociedade brasileira.E para homenagear os 50 anos da Tropicália, o Sesc Santo André realiza em setembro shows com artistas influenciados pelo movimento no projeto Quintas Musicais. Realizado desde 2012, o projeto oferece gratuitamente shows temáticos em todas às quintas-feiras do mês. As apresentações acontecem sempre às 20h e são uma ótima opção de lazer posteriormente os compromissos, tarefas e rotina diária, para dar às quintas-feiras o tom de véspera do final de semana. Além de shows gratuitos, a unidade também oferece um cardápio temático privativo a cada edição do projeto.O Quintas Musicais – 50 Anos da Tropicália torna-se ainda mais relevante em um momento de grande discussão sobre o horizonte da país. É neste momento em que a obra tropicalista se mostra mais atual do que nunca, tanto pela inovação sonora quanto pelos temas abordados, misturados em uma atmosfera músico brasileira que permite shows cheios de ritmos e festas, assim porquê boas doses de reflexão. Confira a programação completa.Quintas Musicais – 50 Anos de TropicáliaSetembro, às quintas-feiras, às 20h.Gratuito. Livre para todos os públicos.No Palco da Comedoria.Dia 6/9Kelly Silva e Paulo Veríssimo em “O Novo Movimento Tropical”.O show reúne o cantor, violonista e compositor Paulo Veríssimo e a cantora Kelly Silva (Ministério do Samba) acompanhados de Fabio Martinez (reles) e Leandro Lisi (bateria), apresentando,  além de obras autorais, releituras contemporâneas do repertório tropicalista e da Lira Paulistana.Entre os autores que norteiam a pesquisa dos músicos estão Itamar Assumpção, Caetano Veloso, Luiz Melodia, Tom Zé, Gilberto Gil e tantos outros. O show apresenta também canções da novidade safra de compositores influenciadas pelas melodias inovadoras e letras questionadoras do período, entre eles o próprio Paulo Verissimo, Tito Bahiense e Renan Bragatto.Dia 13/9Karina Ninni e Margem Vereda Tropical em “Herança Tropicalista”.Karina Ninni e orquestra apresentam repertório dos seus dois discos autorais, destacando músicas com influências tropicalistas, além de várias releituras de clássicos da Tropicália e da Pós-Tropicália.Karina Ninni e sua orquestra, comandada pelo contrabaixista e diretor artístico Ivan Paiakandes, transita pela Tropicália a partir de seus maiores expoentes porquê Gil, Caetano e Mutantes, passando por Tom Zé e Jorge Ben até chegar à vanguarda paulistana porquê nomes que inclusive Karina Ninni dividiu o palco, porquê Eduardo Gudin e Carlinhos Vergueiro.  Tradutor experiente, a paulistana Karina Ninni Em 1998 foi morar em Belém (PA), onde assimilou uma influência riquíssima em referências. Foi lá que, em 2005, lançou seu primeiro CD, Pelo Retrovisor.Também integrou por cinco anos o grupo Notícias Dum Brasil, comandado pelo compositor Eduardo Gudin (2009 a 2014), com quem gravou um CD (Notícias Dum Brasil 4) e um DVD (Três Tempos) dividindo o palco com grandes nomes porquê Paulo Vanzolini, Paulinho da Viola, Carlos Lyra, Carlinhos Vergueiro, Elton Medeiros, Ná Ozzetti entre outros. De volta a São Paulo, apresentou-se em diversos espaços culturais porquê o Meio Cultural São Paulo, a Morada de Francisca, o Espaço 91, rede SESC entre outros. Em 2015, finalizou seu segundo CD solo, Samba do Muito, onde mistura compositores já consagrados, porquê Délcio Roble, Celso Viáfora, Eduardo Gudin, a novos nomes porquê Douglas Germano, Leandro Dias e Fernando Cavallieri.Dia 20/9Dani Mã em “Relembrando a Tropicália”.O músico baiano Dani Mã apresenta esse show com repertório autoral e também reverencia os grandes ícones da Tropicália que estão gravados em seu DNA artístico.Daniel Mã reúne uma curso de discos e parcerias muito interessantes que somam à sua música. O artista produziu, em 2003, seu primeiro álbum: “Para se molhar”. Já em São Paulo, formou o grupo Na Roda e lançou em 2005, o CD homônimo “Na Roda”. Depois projetos diversos sempre visando desconstruir estereótipos, o álbum, excêntrico, de 2016, é um diálogo entre o retrô e o moderno, combinando as sínteses criativas de seu caráter multicultural, de pacto com o artista.Dia 27/9Bolero Freak, Tropicália ou Panis et CircensesA orquestra executa na íntegra esse que é o primeiro álbum do movimento “Tropicália” e um dos mais importantes da música brasileira.  Com canções que ficaram no imaginário vernáculo – porquê Baby (Caetano Veloso) e Panis et Circencis (Caetano Veloso, Gilberto Gil) – é um show referto de referências importantes para quem quer entender a nossa história.Roteirizado e dirigido pela integrante da orquestra, a cantora e atriz  Renata Versolato, o grupo se atentou em gerar um espetáculo referto de cores, ambiências e inserções de textos, numa grande homenagem aos mestres da nossa música popular brasileira. Composta pelos músicos Daniel Lotoy (voz e teclado), Abner Paul (bateria e percussão), Evandro Ferreira (violão e guitarra) e Renato Leite (reles).

Unidade realiza shows com grupos e artistas influenciados pelo movimento tropicalista.O ano de 1968, mesmo após 50 anos, ainda não terminou. Os acontecimentos do final da década de 1960 revolucionaram mundo, deixando marcas pujantes que iniciaram transformações sociais, culturais e intelectuais que ainda reverberam nos

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