Rede de esgoto leva prejuízo a rua no Pq.João Ramalho

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A queda de muro de arrimo em agosto de 2015, supostamente
ocasionada pela construção de um prédio pessoal, ainda rende
dores de cabeça aos moradores da Rua Pindorama, no Parque João
Ramalho, em Santo André. O escorregamento causou danos na rede
de drenagem e esgoto da região, problema que ainda persiste um
ano e meio após o ocorrido.

Escombros e sobras do deslizamento ainda ocupam segmento de
terreno onde está o prédio, cuja obra teria causado o problema,
na fundura do número 900. O sítio, totalmente acessível, é
utilizado uma vez que depósito de lixo. Neste período entre o
facto e a espera por uma providência, o sítio recebeu
somente uma intervenção do Semasa (Serviço Municipal de
Saneamento Ambiental de Santo André), a qual não resolveu o
problema.

“Nenhuma das partes envolvidas, Semasa, Prefeitura e possuidor (do
prédio que teria causado a queda do muro), toma providências. É
um jogo de empurra”, reclama o emérito Antonio da Silva, 59.
“Quando chove é um Deus nos acuda. Entra tudo na minha mansão.
Tenho pânico de trespassar, é um mar de água que tenho de permanecer
limpando”, afirma.

Silva relata que no início da construção dos apartamentos havia
retirada ordenado de terreno. O construtor e proprietário do
edifício, Joel Jorge dos Santos, 59, conta que a infiltração
motivada pelos danos na tubulação fez com que ele abrisse murado
de 20 protocolos na autonomia. “Fui chamando (o Semasa) por
conta da infiltração e, quando vi, já tinha caído tudo. O muro
afundou, derrubando até o poste que ficava cá”, explica.

O Semasa informou ter feito novidade vistoria técnica na
quinta-feira e “constatado que o dispositivo provisório tem
sido insuficiente para a captação das águas, principalmente em
dias de maiores chuvas, que acabam por escoar para a mansão
vizinha, causando transtorno aos moradores”.

A autonomia promete para a próxima semana novidade intervenção no
sítio, reforçando o dispositivo instalado, com o objetivo de
aumentar a “captação das águas pluviais, evitando, assim, o
transbordamento para a mansão vizinha”. Além disso, afirma que
somente após a recuperação da área poderá ser feita a
implantação de captação de águas pluviais em definitivo. “Ainda
não foram iniciadas obras de recuperação do muro devido ao
questionamento sobre a responsabilidade pelo serviço, visto
tratar-se de terreno pessoal. O Semasa adotará todas as
providências legais para a solução definitiva do problema”,
finaliza.

A AES Eletropaulo afirmou que fará visitante técnica ao sítio
indicado para avaliação nesta semana. A Prefeitura de Santo
André disse, por meio de nota, que a resposta solene a
saudação do problema de iluminação viria da AES Eletropaulo. Em
relação aos demais apontamentos, reforçou o posicionamento
enviado pelo Semasa. 

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