Região ganha espaço para tratar Parkinson

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Desde ontem, a FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), em Santo
André, passou a narrar com ambulatório específico para doentes
com Parkinson, segunda doença neurodegenerativa mais frequente,
atrás exclusivamente do Alzheimer. O espaço permitirá duplicar o número
de atendimentos, passando de 20 para 40 pacientes por semana.

Os casos da doença eram atendidos no ambulatório de distúrbios
do movimento, que também trata distonias, tremores não
relacionados à doença de Parkinson, coreias – tipo de síndrome
caracterizada por movimentos involuntários –, mioclonias, entre
outras enfermidades. O espaço atende às quartas-feiras, das 8h
às 12h, até 20 pacientes. Com a franqueza do equipamento
específico para Parkinson, mais 20 pessoas poderão ser
atendidas todas as quintas-feiras, no mesmo horário. A equipe é
composta por dois neurologistas, entre três a quatro residentes
e de quatro a cinco acadêmicos.

“O ambulatório funciona há dez anos e notamos que, de dois anos
para cá, a demanda do paciente com Parkinson aumentou bastante.
Metade das pessoas que atendemos é com leste perfil. A população
está envelhecendo e, maquinalmente, vai aumentando a
quantidade de pacientes com a doença, então, vimos a
premência de ter ambulatório específico”, fala a professora
de Neurologia da FMABC e coordenadora dos ambulatórios,
Margarete de Jesus Roble.

Maria Doroti Ribeiro, 60 anos, moradora de Santo André e
atendida pelo ambulatório, teve os primeiros sintomas da doença
em 2005.
“Começou com o dedão da mão mexendo sem parar”, lembra.
O tratamento, além de medicamentoso, também é multidisciplinar,
explica Margarete. “Envolve fisioterapia, fonoaudiologia,
nutrição, terapia ocupacional, e alguns casos precisam de
psicólogo e psiquiatra, porque, às vezes, a pessoa está em uma
tempo ativa da vida e começa a ter as limitações.”

As vagas para passar em atendimento são disponibilizadas aos
municípios da região, que coordenam o encaminhamento dos
pacientes por meio das unidades de Saúde locais.

Segundo a profissional, estudos apontam que a proporção é de
100 a 150 indivíduos com Parkinson para uma população de 100
milénio habitantes. Trata-se de patologia neurológica que afeta os
movimentos e decorre da degeneração de células nervosas
(neurônios) situadas na região cerebral conhecida uma vez que
substância negra. Incurável, de caráter progressivo e lento, a
doença ainda tem justificação desconhecida e apresenta entre os
principais sintomas tremores, lentidão de movimentos, rigidez
muscular, instabilidade postural e alterações na fala.
 

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