Região passa a integrar grupo de estudos sobre meteoros

Já olhou para o céu e se perguntou como tudo começou? A nova estação de captura de imagens de meteoros instalada no Planetário e Cinedome de Santo André, localizado na Sabina Escola Parque do Conhecimento, ajuda a responder a essa pergunta. O equipamento, inédito na região, detectou que cerca de 20 objetos passam pelo céu da região por semana.
A estação da Sabina passa a integrar as mais de 120 espalhadas pelo País que aderiram ao Bramon (Brazilian Meteore Observation Network), organização sem fins lucrativos que desenvolve e opera rede de monitoramento de meteoros, com o objetivo de produzir e fornecer dados científicos à comunidade.

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As imagens, captadas por câmera de vigilância adaptada, são enviadas para a Bramon e cruzadas com as imagens detectadas em outras estações do País, principalmente as de Rio Claro e Campinas, que têm câmeras que fazem triangulação com Santo André. Nessa região, a incidência é de três a cinco meteoros por hora. São 19 estações no Estado.
Com a parceria, o Grande ABC se insere na pesquisa de campo na área de astronomia, podendo impactar até mesmo o turismo. “É a porta de entrada para que a região seja mais relevante na produção de ciência de ponta no País”, afirma o coordenador técnico do Planetário Luiz Claudio Pereira Silva.
Com os dados coletados semanalmente, é possível avançar nos conhecimentos sobre a história de formação do nosso sistema solar, como os elementos se agregaram para formar os asteróides, planetas e luas, e como esses corpos vêm evoluindo. “Com esses objetos é possível determinar uma séries de fatores que nos ajudam a determinar de que maneira esses materiais (rochas, metais etc..) estavam organizados no início da formação do sistema (solar)”, explica Silva.

OPINIÃO

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do ABCTudo/IT9.
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