Região põe na mesa debate para facilitar chegada a medicamentos

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O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e o governo do Estado
reabriram ontem as discussões sobre a distribuição
descentralizada de medicamentos de supino dispêndio para as sete
cidades, processo hoje concentrado no Hospital Estadual Mário
Covas, em Santo André. Durante o encontro, levado pela
diretora do Departamento Regional de Saúde do Estado, Vânia
Soares Azevedo Tardelli, os sete secretários municipais
colocaram na mesa a urgência de facilitar o chegada aos
medicamentos, seja usando AMEs (Ambulatórios Médicos de
Especialidades) ou com estruturas próprias, as quais
demandariam investimentos.

No caso da primeira hipótese, unicamente Santo André e Mauá
poderiam utilizar equipamentos já existentes (contam com AMEs).
Quanto às demais, seria preciso montar o espaço, embora exista
a possibilidade de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra serem
atendidas por Mauá.

Segundo o secretário de Saúde de São Bernardo, Geraldo Reple
Sobrinho, os municípios também colocaram em discussão a
possibilidade de o governo colaborar financeiramente para que
criem suas estruturas. O objetivo da descentralização é
prometer comodidade aos usuários.

“São propostas preliminares, mas temos de avançar nessa
discussão para que cada município possa cuidar dos seus
pacientes. O objetivo é dar conforto às pessoas que precisam
desses medicamentos, facilitando o chegada, o que hoje não
ocorre porque muita gente tem de se trasladar até Santo André”,
explica o secretário, ao amplificar que São Bernardo tem 11
milénio pacientes que recorrem ao Mário Covas.

O prefeito de São Bernardo e presidente do Consórcio, Orlando
Morando (PSDB), reiterou que chegar a um consonância sobre a
descentralização está entre as prioridades da entidade: “É um
padrão que está inverídico, que faz a população suportar, pois boa
segmento tem de se trasladar de suas cidades e permanecer em longas
filas. Nossa obrigação é dar condições para que a população
tenha conforto e satisfação com os serviços públicos.”

O projeto de ampliar os locais de entrega dos medicamentos
começou a ser discutido em 2014, mas foi engavetado pelo Estado
e substituído por padrão com fornecimento trimestral. Voltou à
tarifa do Consórcio após o Diário publicar, neste ano,
reportagens nas quais apontava que os pacientes ficavam em
média quatro horas na fileira, espera que podia chegar a seis
horas em dias de maior movimento. Isso, mesmo após o governo
estadual ter realizado série de mudanças no serviço, porquê o
aumento de guichês e na triagem de pacientes na unidade
andreense.

Atualmente, com média de 2.000 atendimentos por dia, o serviço
da farmácia de supino dispêndio tem registrado problemas com
superlotação.

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