Revisão de gratuidade pode gerar queda na tarifa de ônibus

0
23

Análise feita pelo secretário de Mobilidade Urbana de Santo
André, Edilson Factori, e pela adjunta da Pasta, Andrea
Brisida, a reverência do considerado “inviável” padrão de
cobrança da tarifa de transporte coletivo do município – hoje
no valor de R$ 4,20 –, sugere que a concessão de gratuidades
precisa passar por mudanças para que elas deixem de simbolizar
desequilíprimor financeiro. Segundo eles, a implantação de regras
mais rígidas para que unicamente usuários que realmente precisam
tenham entrada ao benefício poderia valer o refrigeração do
valor cobrado para embarque ou até mesmo a redução da taxa.

O cenário municipal mostra que, dos 183,2 milénio passageiros
transportados pelo sistema de transporte coletivo da cidade em
agosto, 28,75% correspondem a usuários contemplados pela
gratuidade. “O dispêndio do transporte tem sido divido entre os
passageiros que pagam, ou seja, quanto mais pessoas pagam,
menor o valor individual. No entanto, com uma taxa de quase 30%
de gratuidade, simples que a tarifa tem ficado mais face para
aquela parcela que desembolsa o valor para utilizar o serviço,
de forma injusta”, destaca Factori.

A análise dos secretários é a de que o sistema precisa ser
revisado com urgência, antes que todo o padrão entre em
colapso. A premência leva em conta os impactos da crise
econômica enfrentada por empresários do setor e,
principalmente, pelo veste de o valor da tarifa do transporte
coletivo municipal ser, atualmente, paga majoritariamente pela
população de baixa renda.

Na avaliação da secretária adjunta da Pasta, a gratuidade
tornou-se um elemento complicador no equilíprimor financeiro do
sistema. No entanto, caso seja revista pode terebrar caminho para
redução da tarifa, alguma coisa desejado por todos. “Se a gente
conseguir uma re-análise do sistema atual de gratuidade que
possibilite a redução do dispêndio, por que não (pensar num valor
menor da passagem)?”, avalia.

Para ela, municípios precisam examinar o cenário atual do País.
“Acho que está na hora de a gente rever os critérios da
gratuidade. Talvez até pela legislação ser mais antiga, feita
num cenário muito dissemelhante, há 20 anos. Hoje encontramos
situações que mostram essa premência, um idoso de 60 anos que
tem recta à gratuidade é totalmente ativo e, inclusive, está
no mercado de trabalho recebendo vale-transporte”, explica.

Em Santo André, embora o tema ainda seja discutido com cautela,
secretários pontuam possíveis alternativas para revisão da
gratuidade. “Hoje, 40% dos estudantes que têm o benefício são
da rede privada. Isso pode ser revisto”, cita Andrea.

O desequilíprimor econômico no sistema de transporte municipal
também tem sido observado em outras cidades do Grande ABC. Em
São Caetano, o índice de gratuidades já representa 40% dos 20
milénio passageiros do serviço, conforme noticiado no mês pretérito
pelo Diário.

As prefeituras de São Bernardo e Diadema que enfrentam problema
similar, por sua vez, já adotam medidas para sustar o cima
número de gratuidades realizando verdadeiro pente-fino dos
cadastros de estudantes e idosos contemplados com o benefício.
A análise tem o objetivo de rever possíveis fraudes ou custos
extras ao sistema.

Por mais que o tema esteja na tarifa de administrações
municipais de todo o País, secretários, assim porquê sugerem
especialistas, aguardam esforço por segmento da União para que a
revisão da gratuidade ganhe forma. “É um debate vernáculo. As
pessoas precisam entender”, destaca Factori.

Revisão de gratuidade pode gerar queda na tarifa de ônibus
Avalie esta notícia