Rio Tamanduateí ganha ponto de descarte irregular

Rio Tamanduateí ganha ponto de descarte irregular
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 “Ninguém vê, meu camarada.” A frase de munícipe que prefere
não se identificar destaca a situação regular de descarte
irregular de entulho e lixo feito às margens do Rio
Tamanduateí, na Avenida dos Estados, no Jardim Alzira Franco,
em Santo André. À margem da água, em cima da mata ciliar, há
concentração de madeiras e até mesmo uma caixa-d’água
descartada.

A preocupação da comunidade é que o entulho caia no rio, o que,
além de poluir o corpo hídrico, poderia suscitar alagamentos em
caso de temporais. A área registra circulação considerável de
veículos, tendo em vista a importância da via, que liga o
Grande ABC e a Capital, além de concentrar residências e
comércios.

A ação irregular, segundo munícipes abordados pela equipe do
Diário, é feita à noite. A tratante Miriam de Sousa, 35
anos, acredita que o descarte é prejudicial. “Quando tem as
enchentes, a gente fica com todo o transtorno. Se colocassem
câmeras ajudaria bastante, porque as pessoas iriam ter temor”,
considera.

Enquanto a tratante Joice Maria de Souza, 52, separava e
organizava as frutas que vende, o tom de voz aumentava junto à
indignação. “A gente deixa cá tudo limpinho, mas com o tempo
vai juntar rato. Deveriam reclinar o caminhão e levar isso
daí”, afirma.

Em nota, o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de
Santo André) destacou que instalou placas proibitivas na margem
do rio, mas elas foram arrancadas. A autonomia afirmou que
orienta a população do entorno, no entanto, o trabalho não tem
surtido efeito. “Em março de 2016 foi realizada panfletagem
naquela região sobre a coleta porta a porta”, observou. Já o
Daee (Departamento de Águas e Robustez Elétrica) destacou que
“está oficiando a Prefeitura de Santo André para que
providencie a remoção do material”.

 

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