Rodrigo Régis & O Bando da Roça mistura rock rural e do sertão

Os mais diversos experimentos musicais acontecem e funcionam. E foi assim com o chamado rock rural, popularizado principalmente nos anos 1970, em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, com artistas como Zé Geraldo e Zé Rodrix, para citar alguns.
E é nisso que aposta o grupo da região Rodrigo Régis & O Bando da Roça, que se apresenta amanhã no Sesc Santo André (Rua Tamarutaca, 302), na Comedoria, a partir das 20h. A entrada é gratuita. Além de Rodrigo Regis, que assume voz e violão, o conjunto é formado por Leandro Sant’Ana (contrabaixo), Gustavo Lamounier (teclado), Marcinho Batera (bateria) e Jon Murari (guitarra).

Mas os temperos musicais vão além do rock rural e contam também com influências do Nordeste, o que dá vida ao rock sertão. O cantor explica que é uma música que mistura a guitarra com linguagens regionais. A receita é feita, principalmente, por artistas como Alceu Valença, Zé Ramalho e Geraldo Azevedo.
Rodrigo Regis explica que se trata de projeto que montou paralelamente ao que faz só com músicas autorais. “Há tempos já vinha querendo fazer shows só com releituras de músicas que sempre me influenciaram. E esse projeto veio dentro deste contexto e dentro do estilo rock rural e sertão” diz.
O artista explica que esses artistas têm trabalho de vanguarda e faziam canções que falavam sobre as pessoas serem livres em época em que a liberdade de expressão era muito restrita devido à ditadura militar. “Quando misturam a cultura da roça e do sertão ao rock, de certa forma fazem uma crítica social ao estilo de vida ‘norte-americanizado’ e valorizam estilos musicais regionais da nossa cultura”, diz.

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