Sacerdote aconselha fiéis a praticar tirocínio do voto

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Mesmo com eventual desânimo dos moradores do Grande ABC em
relação ao momento político do País, o patriarca da Diocese de
Santo André, responsável pela região, dom Pedro Carlos
Cipollini, aconselha o exercício do voto amanhã, data em que
será realizado o segundo vez das eleições municipais em
quatro das sete cidades. “Votar é a arma pacífica do cidadão
para mudar a lance”, declarou o líder da Igreja Católica,
ontem, durante missa em homenagem a São Judas Tadeu.

No primeiro vez, o Grande ABC registrou percentual histórico
de abstenções – 37,4%, o equivalente a 773,7 milénio votos. “Cada
um deve votar conforme a consciência, mas não olhando o seu
próprio muito pessoal e sim o de todos. Na época da ditadura
militar as pessoas não tinham esse recta.”

Amanhã, 1.815.428 eleitores de Santo André, São Bernardo,
Diadema e Mauá retornam às urnas para escolher o prefeito.
“Nosso processo democrático pode não ser perfeito, mas muita
coisa evoluiu, se você considerar que em 1948 as mulheres não
podiam votar e hoje são votadas. Não podemos ser pessimistas,
temos de crer e participar deste processo, crescendo em
cidadania e cobrando o candidato eleito”, destacou o patriarca em
entrevista antes da missa.

SÃO JUDAS
Dom Pedro celebrou a missa de fecho dos festejos do Dia
de São Judas Tadeu, na paróquia dedicada ao santo das causas
impossíveis e desesperadas, no bairro Campestre, em Santo
André. “É um santo de muita devoção popular, a quem se dirige
muitas preces relacionadas aos bens e problemas financeiros”,
destacou o pároco Odelardo Lourenço Pinto Junior.

Segundo o padre, tapume de 600 pessoas compareceram à paróquia
ontem, seja para contemplar a imagem do santo, realizar preces
no velário ou participar das celebrações.

O par Cássia e César Borri, 47 anos, participa da comunidade
desde 1999. Os moradores do bairro Jardim relataram que já
receberam diversas bênçãos de São Judas e destacaram a ajuda em
problemas financeiros. “Tivemos uma crise financeira e ele nos
ajudou a superar. A igreja teve papel importante para concordar a
família e ajudar para que ninguém ficasse exitante. Ele fez a
nossa vida mudar”, revelou a executiva de vendas.

O marido, que é jurisconsulto, afirmou que a participação do par
nas atividade da paróquia foi intensificadas a partir da
sensação de que “podiam fazer mais”. Eles coordenam a pastoral
da acolhida e também a equipe de festas, além de serem
ministros da eucaristia. “Temos alegria e motivação para
mostrar para as pessoas o quanto a fé é poderosa e
importante”. 

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