Santo André altera projeto do PA Bangu

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 A Prefeitura de Santo André anunciou ontem mudanças no
projeto de reforma do PA (Pronto Atendimento) Bangu, que será
transformado em UPA (Unidade de Pronto Atendimento). A previsão
é que a conclusão das obras no equipamento, que mantém média
mensal de 12 milénio atendimentos, ocorra até abril de 2018.

A gestão anterior em Santo André tinha a intenção de que a
intervenção no PA Bangu – fechado desde dezembro do ano pretérito
– fosse finalizada neste mês. Porém, conforme a atual
administração, os recursos investidos pelo município, que
anteriormente eram R$ 500 milénio, saltaram para R$ 2,5 milhões.
Somados aos repasses do governo federalista (R$ 306 milénio) e do Fundo
Municipal de Desenvolvimento Urbano (R$ 1,8 milhão), a obra
passa a custar R$ 4,6 milhões.

Segundo o prefeito Paulo Serra (PSDB), o aumento no
investimento foi possível graças às medidas de
contingenciamento de gastos. “A gente economizou com cortes de
cargos, carros oficiais, celulares, Carnaval e projeto da
reforma que está na Câmara e prevê 40% de extinção de cargos
comissionados. Além disso, tivemos aumento de arrecadação
nominal de 25% e real em torno de 6%, descontando atualização
monetária.”

Entre as principais mudanças na estrutura do lugar está a
ampliação de leitos, que passam de 24 para 33 (o projeto
anterior previa 29), separação do atendimento feito às crianças
em fileira pediátrica e instalação de ar-condicionado. O
equipamento funcionará 24 horas.

A teoria é que o atendimento seja requalificado e o paciente não
precise de encaminhamento para enfrentar filas em outros
locais. “O concepção de UPA é muito dissemelhante do Pronto
Atendimento. É muito ligado aos princípios de humanização,
protecção e classificação de risco. O processo de trabalho já
está todo desenhado, no qual as equipes trabalham
conjuntamente. O paciente chega e temos de dar diagnóstico. Ele
não pode permanecer internado sem que saibamos o que fazer”,
informou a secretária de Saúde Ana Paula Peña Dias.

O projeto anterior previa que a UPA fosse de classificação
dois, porém, com as adequações, o equipamento pode ser
classificado uma vez que três. A mudança deve ocorrer após a reforma e
mediante vistoria do Ministério da Saúde. “Temos esta
capacidade, e a questão do porte três tem aumento nos repasses
do governo federalista”, afirmou Ana Paula.

Com a obra, o governo pretende resolver a demanda relacionada à
Saúde na área do 2º Subdistrito. Apesar disso, a média de
atendimentos não deve aumentar, já que corresponde à população
da região – 30% dos atendimentos são feitos a moradores da
Capital. “Estes 12 milénio pessoas que vinham para cá anteriormente
eram atendidas de maneira precária no galeria. Não tinha lugar
decente para permanecer”, afirmou a gerente da Pasta.

Conforme o prefeito, as obras não chegaram a permanecer paradas,
porém estavam em ritmo lento. “Tinha equipe mínima para não ter
nenhum tipo de depredação, porque quando para de vez a gente
começa a decorrer riscos. Mudamos o projeto com as economias
feitas, e agora estamos retomando (obras) com reforço totalidade.”

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