Santo André cria programa de atendimento educacional a crianças internadas

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Crédito: Júlio Bastos/PSA
Os alunos da rede municipal de ensino de Santo André que estiverem hospitalizados ou impossibilitados de frequentar a escola, terão a garantia de receber acompanhamento educacional e pedagógico no local em que estiverem recebendo tratamento, seja no hospital ou em casa. Nesta quarta-feira (30), a Prefeitura protocolou na Câmara Municipal projeto de lei que institui o “Programa Municipal de Atendimento Educacional Hospitalar e Domiciliar”, visando garantir o atendimento a estes alunos. “Possibilitar que as nossas crianças tenham acesso às aulas e assimilem o conteúdo pedagógico, mesmo em condições adversas que os impeçam de estar presencialmente em sala de aula, é garantir a continuidade dos estudos e respeitar o direito básico à Educação. Possibilitar que a rotina escolar vá até aonde elas estão muda a vida destes pacientes e de suas famílias, conferindo dignidade e estimulando o aprendizado e a recuperação desses alunos”, afirma o prefeito Paulo Serra.A secretária de Educação, Dinah Zekcer, destaca os benefícios do programa. “O objetivo é garantir definitivamente que os alunos da rede tenham a possibilidade de continuar o processo de aprendizado quando estiverem impossibilitados de ir à escola por tempo prolongado. A possibilidade de se manter ativo e continuar estudando contribui para a melhoria da qualidade de vida da criança e pode até beneficiar o seu processo de recuperação”.Além disso, o programa tem como objetivos a integração da família em todo o processo educacional e o fortalecimento dos vínculos do aluno com a escola em que está matriculado, com vistas no retorno do aluno à unidade assim que possível. “Com o programa, a Secretaria de Educação estabelecerá, quando necessário, parâmetros mínimos para que sejam atendidas as necessidades de cada aluno, incluindo currículo adaptado”, acrescentou Dinah Zekcer. Os professores que vão atuar diretamente com o atendimento domiciliar e hospitalar também terão garantidos o suporte pedagógico e operacional para o trabalho.O atendimento previsto nesta lei será solicitado, expressamente pelos pais ou responsáveis legais, diretamente na unidade escolar em que o aluno estiver matriculado. Para isso, será necessário laudo médico anexo ao pedido, contendo detalhamento da situação de saúde, bem como sua gravidade que impossibilite ao aluno o acompanhamento das aulas regulares. Os pedidos serão analisados por uma comissão nomeada pela Secretaria de Educação.A Prefeitura, por meio da Secretaria de Educação, já presta atendimento pedagógico domiciliar para 14 alunos com deficiência, 15 alunos com saúde comprometida e dois alunos internados no CHM (Centro Hospitalar Municipal), sem previsão de alta.

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